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Um espetáculo transbordante
Charles Möeller e Claudio Botelho apresentam um Hair eletrizante, marcado pela excelência das coreografias e da iluminação

Daniel Schenker

GUGA MELGAR

 

O MUNDO MUDOU bastante desde que Hair foi apresentado ao público pela primeira vez. O contexto de hoje, normalmente resumido em características como individualismo e assepsia yuppie, parece contrastar com o da segunda metade dos anos 60, lembrado pelo idealismo e espírito de coletividade. Contrastes não impedem, porém, que o público atual seja eletrizado por Hair, que esbanja energia na montagem de Charles Möeller e Claudio Botelho. Ambos aproveitam a proposta de envolvimento com a plateia e investem num espetáculo que extravasa os limites do palco. Os atores transitam com frequência pelo espaço destinado ao público e, não por acaso, convidam os espectadores para uma grande celebração na cena final. Em determinados instantes, há referências diretas ao público: “Mãe, para de me fazer passar vergonha. Olha a plateia”, diz Claude, dividido entre a utopia hippie e a partida para a Guerra do Vietnã. Cabe apenas uma ressalva referente a um excesso de marcações frontais, opção talvez decorrente do desejo de contagiar os espectadores.
Ainda que Hair não tenha uma estrutura propriamente inovadora (a julgar pela apresentação de personagens que toma conta de parte do primeiro ato), a qualidade do material original (em especial, no que se refere à música de Galt MacDermot, traduzida para o português com fluência por Botelho) é inegável. Mas não seria suficiente sem uma concepção competente como a da dupla Möeller/Botelho que, mais uma vez, dá provas de profissionalismo. Outros destaques são a excelência das coreografias de Alonso Barros e a iluminação de Paulo Cesar Medeiros, que acentua o caráter de ritual, apostando em tonalidades intensas numa explosão cromática acompanhada pelos figurinos de Marcelo Pies. Os atores executam seus papéis com dedicação e brilho, valendo mencionar Hugo Bonemer, como Claude, e o bom partido que Letícia Colin tira das cenas de Jeanie. (14 anos)

Teatro Oi Casa Grande – av. Afrânio de Mello Franco, 290, Rio, tel. (21) 2521-0800. Até 19/12.

 

   


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