- Anuncie
- Assine

   
 
Cinema // Home
 
- Edição Atual
- Anteriores
 
- Imagens
- Frases
- Urgente
- Moda
- Estilo
- Fernanda Barbosa
- Paulo Borges
- Agito
- Aconteceu
- Celebridade
- Reportagens
 
- Cinema
- Música
- Livros
- Teatro
- Gastronomia
- Televisão
 

Atualize-se com a
IstoÉ Gente!




- Fale Conosco
- Expediente
- Anuncie
- Assine
- Loja 3
 

 


Eles eram felizes e não sabiam
Em Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos, Woody Allen desvenda os bastidores do matrimônio pelos encontros e desencontros de dois casais em crise

Suzana Uchôa Itiberê

Divulgação

WOODY ALLEN COMPLETA 75 anos em dezembro, mas mantém o ritmo de três décadas atrás. É funcionário padrão e entrega um novo filme todo ano, pontualmente. Quem o acompanha sabe que sua obra guarda a idiossincrasia de seu criador, um niilista assumido que despeja o ceticismo diante da vida e do ser humano com fartas doses de ironia e genialidade. Allen é mestre em diálogos e são eles o maior atrativo de Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos. Se no anterior, Tudo Pode Dar Certo, o diretor se deixou tomar pelo otimismo em uma trama leve e romântica ambientada em Nova York, seu retorno ao fog londrino carrega uma aura de opressão. O acaso nem sempre conspira a favor de seus personagens.
Há dois casais em foco. O protagonista Anthony Hopkins abandona a esposa, vivida por Gemma Jones, e vai dar o canto do cisne nos braços de uma loira mais que fogosa, enquanto sua ex encontra conforto nas previsões de uma vidente de araque. A filha deles, interpretada por Naomi Watts, está encantada pelo chefe, Antonio Banderas, e entra em conflito com o marido (Josh Brolin, cada vez melhor), um escritor com bloqueio criativo que busca inspiração ao espiar a jovem (Freida Pinto, de Quem Quer Ser Um Milionário?) do prédio ao lado.

Divulgação

Ninguém está satisfeito com o presente e cada um deles se abre às incertezas e às possibilidades do futuro. Mas – quem diria? – desta vez o cineasta acena com certo moralismo impiedoso.
O elenco de talentos valoriza cada frase. E a ação concentra-se basicamente em conversas sutis e inteligentes, nas quais as entrelinhas são cheias de significados. Allen é magistral na forma como torna seus personagens reféns das próprias palavras, mais do que de seus atos. Ainda assim, não é um rol de tipos memoráveis – alguns são recauchutados de filmes anteriores. Mas não importa. Um Woody Allen médio vale mais do que 50 enlatados que ficam semanas em cartaz. E um gostinho: o próximo, Midnight in Paris, tem a participação da primeira dama francesa, Carla Bruni. (12 anos)

 

   


Copyright © 2009 - Editora Três Ltda. - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
ContentStuff Media Solutions | Gestão de Conteúdo | CMS