- Anuncie
- Assine

   
 
Diversão & Arte // Home
 
- Edição Atual
- Anteriores
 
- Imagens
- Frases
- Urgente
- Moda
- Estilo
- Fernanda Barbosa
- Paulo Borges
- Agito
- Aconteceu
- Celebridade
- Reportagens
 
- Cinema
- Música
- Livros
- Teatro
- Gastronomia
- Televisão
 

Atualize-se com a
IstoÉ Gente!




- Fale Conosco
- Expediente
- Anuncie
- Assine
- Loja 3
 

 


Cristovão Tezza
Livros
"Quando lanço um livro, fico angustiado"

Por Suzana Uchôa Itiberê



O quanto há de você em Donetti?
Não sou um tipo Donetti. Tenho uma vida extremamente estável, sou casado há 37 anos com a mesma mulher. Logo vou ser tombado por um museu de história natural. Sua persona de escritor sintetiza a minha observação dos escritores. Tenho rodado pelo Brasil e conheci muitos autores. Noto um substrato irritadiço no trabalho do escritor e do artista em geral, a sensação de ser um injustiçado, de estar aquém do merecido. Uni uma série de traços e criei um Frankenstein. De autobiográfico, só mesmo as folhas amarelas manuscritas, pois escrevi quase todos os meus livros assim. Agora entrei na era do computador.


A figura paterna é marcante na trama e você perdeu seu pai ainda criança. A literatura é uma forma de exorcizar essa falta?
Pode ser. A figura do pai está sempre presente em meus livros e tive uma ausência paterna na vida. Aí pode até haver todo um processo psicanalítico a se desenterrar. O tema "pai e filho" é muito literário e forte para a nossa cultura desde o século 19, com a família nuclear instituída. Claro que há o pai bíblico, mas, na época da nobreza, a figura do pai e a noção de família quase não existiam.

 

 

 

 

PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2

   


Copyright © 2009 - Editora Três Ltda. - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
ContentStuff Media Solutions | Gestão de Conteúdo | CMS