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Teatro
A dama no palco
Sucesso na tevê paga com uma personagem que interpretou há mais de 20 anos, a Odete Roitman de Vale Tudo, a atriz volta ao teatro ao lado de Herson Capri

Por Daniel Schenker

 

A sra. fez um sucesso enorme com esse trabalho. Mas, em se tratando de uma carreira tão extensa como a sua, sente-se incomodada de ser constantemente apontada como Odete Roitman?
No momento, não. Afinal, é um trabalho que está no ar. Mas ter de responder o tempo todo “quem matou Odete Roitman?” é muito chato.

Como analisa as transições sofridas pela televisão ao longo do tempo?
A televisão no Brasil era muito boa. A Excelsior acabou por causa da ditadura. E a Globo reeducou o gosto do público, até ficar com medo do Silvio Santos e baixar o nível.

O teatro era mais consistente em décadas passadas?
Sim. Nos últimos anos, o interesse do público diminuiu. Acho que há muita concessão para a graça fácil. Na verdade, a educação é a base de tudo. Enquanto não acreditarem na possibilidade de educar o povo, não iremos para frente. Num país onde as pessoas recebem mais instrução, há menos chance de encaminhar a juventude para o crime. Na década de 50, existia uma preocupação em, por exemplo, entender por que cada diretor de cinema era importante.

A sra. integrou grupos importantes. Para começar, Os Artistas Unidos, de Henriette Morineau. Depois entrou no Teatro Oficina. Como foram essas experiências?
Trabalhei bastante com a Morineau. Foi excelente. Aí, fiquei anos sem atuar. Retomei a carreira no Teatro Oficina. José Celso Martinez Corrêa era muito talentoso. O ambiente de trabalho era ruim, mas fiz bons espetáculos por lá. Depois, Maurício (Segall) e eu fomos para o Teatro São Pedro e tratamos de recuperá-lo. Estava para ser demolido.

À Margem da Vida sobrevive como um espetáculo emblemático, não?
A montagem de Flavio Rangel era realmente maravilhosa. Ele ficou responsável não só pela direção como pela tradução.

Outro trabalho marcante na sua careira foi Emily, monólogo dirigido por Miguel Falabella.
Foi o meu primeiro monólogo. Corri risco, porque Falabella era um diretor iniciante, mas ele tinha estudado muito bem a peça. A direção dele foi uma obra-prima. Lembro que as pessoas ficaram admiradas com o fato de eu fazer um monólogo. Todos eram contra. Entretanto, a partir dali, começaram a investir no formato. Monólogo é bom, mas a presença de outro ator para apoiar faz falta.

‘‘Ter de responder o tempo todo ‘quem matou Odete Roitman?’ é muito chato”

Mantém contato com o Grupo Tapa?
Sim. Do Fundo do Lago Escuro e O Tempo e os Conways foram espetáculos lindos. Continuo bem amiga do Tapa. Eduardo Tolentino, inclusive, me dirigiu recentemente em A Senhora das Cartas, de Alan Bennett, um trabalho que pode ser retomado a qualquer momento.

A sra. participou de um espetáculo pouco visto: O Lado Fatal, de Lya Luft, sob a direção de Marcio Vianna. Como foi?
Era uma montagem muito boa, bonita. Mas Marcio Vianna morreu logo depois e correu o boato de que o espetáculo era triste. Não era verdade. Fomos prejudicados.

Há alguma peça que gostaria de fazer?
Não. Havia As Pequenas Raposas, que montei. Na verdade, fiz quase tudo o que queria. Durante muitos anos, escolhi o que fazer porque produzia. Mas agora não tenho mais disposição para ficar na sala de espera de produtor.

Centro Cultural Correios –
r. Visconde de Itaboraí, 20, Rio, tel. (21) 2253-1580. Até 19/12.

 

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