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Teatro
A dama no palco
Sucesso na tevê paga com uma personagem que interpretou há mais de 20 anos, a Odete Roitman de Vale Tudo, a atriz volta ao teatro ao lado de Herson Capri

Por Daniel Schenker

 

Fotos NANA MORAES
Beatriz Segall

 

CONVERSANDO COM MAMÃE pode dar a impressão de que Beatriz Segall está ainda mais próxima do público. Afinal, o texto de Santiago Carlos Oves, transportado para o teatro por Jordi Galceran, deverá reverberar nos espectadores que, muito provavelmente, traçarão elos entre o relacionamento dos personagens (uma mãe de pouco mais de 80 anos e um filho na faixa dos 50) e suas próprias vidas. Mas a atriz, que divide o palco, agora, com Herson Capri, sempre sensibilizou a plateia com seus trabalhos. São memoráveis as montagens que apresentou no Teatro Candido Mendes – os monólogos Emily e Lillian (sobre as escritoras Emily Dickinson e Lillian Hellman) e O Manifesto. Outra peça, À Margem da Vida, rendeu, na versão de Flavio Rangel, um espetáculo emblemático que entrou para a história do teatro brasileiro.

Integrante da companhia Os Artistas Unidos, de Henriette Morineau, Beatriz Segall teve um começo de carreira promissor. Mas decidiu se afastar da profissão. Mais de dez anos se passaram até que voltou aos palcos, no Teatro Oficina. A partir daí, não parou mais. Muitos espetáculos importantes vieram: além dos já mencionados, Hamlet, Frank V, A Longa Noite de Cristal e Três Mulheres Altas. Recuperou, ao lado do marido, Mauricio Segall, o Teatro São Pedro (em São Paulo), travou parceria com o Grupo Tapa e fez grande sucesso na televisão. Vale Tudo, novela de Gilberto Braga, é um capítulo à parte na sua trajetória: passados mais de 20 anos, quem viu a novela (reprisada, nesse momento, pelo Canal Viva, com sucesso) não se esquece das maldades da vilã Odete Roitman, que não hesitava em falar com absoluto desdém sobre o Brasil e cometer as maiores arbitrariedades em proveito pessoal. Suas tiradas ferinas são lembradas até hoje pelos telespectadores, um feito ímpar na tevê brasileira.

A sra. acha que o espectador tenderá a estabelecer uma identificação direta com o texto de Conversando com Mamãe?
Sim. Porque a relação entre os personagens é universal. Muitos irão comentar: “É igual à minha mãe”.

O foco nas relações cotidianas lembra Quarta-feira, Sem Falta, Lá em Casa?
Não. Aquela peça era uma comédia bem feita do Mário Brasini. Esta, mesmo sem grandes pretensões, fala sobre questões profundas. Expõe o relacionamento conturbado entre mãe e filho – aliás, como qualquer relacionamento de amor, sempre baseado na felicidade do outro.

Como foi o contato com a diretora Susana Garcia?
Foi uma surpresa encontrá-la. Fiquei impressionada com a capacidade que tem de escarafunchar um texto. Aos 84 anos, estou descobrindo coisas novas. Obedeço-a cegamente.

Vale Tudo está de volta à televisão. Acha que o retrato do Brasil traçado na novela continua atual?
O Brasil até piorou, de certa forma. Intuía que a banana final que o Marco Aurélio (Reginaldo Faria) dá para o País, no final da novela, não tinha mais sentido. Mas isto eu pensei durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso. Não digo o mesmo hoje em dia, com a corrupção que está aí.

Como é rever o seu trabalho na novela?
Muito bom. Eu me vi hoje (quinta-feira 11) pela primeira vez. Foi uma cena pequena, da Odete Roitman chegando ao aeroporto. Humilha o amante e dá ordens a Marco Aurélio. Já dá para ver exatamente quem é.

 

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