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Estilo casa
Pronto para festa
Debruçado sobre o mar de Ipanema, o apartamento do empresário Ricardo Rique já virou endereço dos encontros mais animados da cidade. Cada vez que o anfitrião abre as portas, os amigos se divertem como se não houvesse amanhã

Silviane Neno fotos Felipe Varanda/Ag Istoé

 

Acima, a tela de VIK MUNIZ que deu o start ao décor, com projeto de Paola Ribeiro. o salão principal tem duas mesas de jantar e é integrado à cozinha. Tudo para facilitar o vai-e-vem dos garçons nas noites de festa. Ao lado, trabalho de Samir Hilal, da galeria HAP Galeria


NAQUELA QUADRA DE IPANEMA, só a vizinha do andar de baixo, a cosmopolita Andréa Dellal, e o prédio ao lado, o hotel Fasano, conseguem competir de igual para igual. Cada um no seu quadrado, os 610 metros do empresário Ricardo Rique são uns dos mais movimentados do pedaço. Pelo menos uma vez por semana aquele é o endereço de almoços e jantares animadíssimos sem hora para acabar nem o champanhe. E quando a coisa vira festa, aí já viu...Na última delas, há cerca de um mês, os janelões blindados foram abertos, a pedido dos fumantes, seduzidos pela vista, e o som acordou o quarteirão. Rique administrou as queixas de vizinhos indóceis pelo telefone na maior discrição e ninguém percebeu. Ponto para o anfitrião.

Mas, vamos às apresentações: Ricardo Rique, 52 anos, simpático e boa praça é paraibano de nascença e carioca por escolha. A família é dona de shoppings centers. O pai, Newton Rique, também foi dono do banco Campina Grande e Ricardo, deputado federal pela Paraíba por três legislaturas. Depois de vender sua participação nas empresas para os irmãos, hoje ele se dedica apenas a administrar os próprios investimentos "Dou uma olhadinha pelo computador no início do dia e depois no fim da tarde", resume. E só. "Me aposentei aos 50 porque aos 60 não tem mais graça, falta energia para tudo." Ricardo teve três casamentos e quatro filhos. Hoje está solteiro e assim jura que pretende permanecer embora seus olhos brilhem quando se refere a determinada atriz, amiga e "infelizmente, comprometida". Che va fare? Livre e bon vivant, Rique é uma espécie de playboy dos tempos modernos e o responsável por trazer de volta um sopro dos bons tempos do Rio de Janeiro festeiro. Afinal, quem mais promove festas nesse ritmo industrial?

Há um ano elas mudaram de lugar. Rique deixou o antigo apartamento na Lagoa sem olhar para trás. Ficou tão feliz por ter feito um negócio da China com o outro, de frente para o mar, no Arpoador, que decidiu fazer tudo novo de novo. "Como comprei bem, resolvi gastar sem economias na decoração", conta. A decoradora (e sortuda) escolhida foi Paola Ribeiro. Rique fez algumas poucas exigências: tons sóbrios, mármore travertino, madeira e, principalmente, queria uma casa preparada para receber sempre. A cozinha foi integrada à sala de jantar com duas grandes mesas de oito lugares. Piso, teto e parede receberam tratamento acústico. Os vidros das janelas resistem a tudo (a não ser que sejam abertas). "Não lembro de ter feito outro projeto com todo esse requinte à prova de barulho", conta Paola. O décor partiu de uma peça arrematada por Rique em são Paulo, uma tela da série Pigmentos de Vik Muniz. Até tudo ficar pronto, aquela era a única obra de arte do novo lar. Foi aí que aconteceu um episódio que já entrou para a história do mercado das galerias cariocas.

Quando viu a casa montada, o festeiro Ricardo decidiu que abriria as portas naquela mesma noite. "Uma festa?", perguntou Paola, a decoradora. "Mas sem quadros nas paredes? - Nem pensar", sentenciou ela. Rique, num gesto rápido, como o isqueiro do lendário playboy Porfírio Rubirosa quando alguma mulher bonita sacava um cigarro, disparou: "Então ligue para as galerias e vamos comprar tudo agora". E assim foi. Naquela tarde de verão, três privilegiadas galerias cariocas, num delivery milionário, despejaram quase 60 peças entre quadros, esculturas e objetos de arte no endereço do Arpoador. Cerca de 30 foram adquiridas e imediatamente instaladas em seus devidos lugares. Ricardo fez o cheque e à noite a festa aconteceu, com Óhs! e Ús! dos convidados para os oiticica, Miguel Rio Branco, Nelson Leiner, Amilcar de Castro e...para o Vik Muniz.

Ricardo parece sempre disposto a proporcionar bons momentos entre sua legião de amigos e amigos dos amigos. Certa vez convidou um grupo para um champanhe no restaurante Azul Marinho, ao lado da casa dele, no Arpoador, onde já virou febre-chique o banho de mar à noite. Como algumas mulheres usavam roupas sociais e, portanto, não tinham como mergulhar, Rique novamente sacou o seu isqueiro. Em poucos minutos o mordomo desceu com oito biquínis. Foram servidos em bandeja. E a festa estava só começando.

 

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