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Na intimidade da estrela
Claudia Leitte comemora dez anos de carreira com uma indicação ao Grammy Latino, revela detalhes de sua vida fora dos palcos, fala do começo da carreira e dos últimos preparativos para a festa de Réveillon que vai comandar e m Salvador em parceria com Gente

Fabiano Mazzei Fotos Pedro Dias/Ag. IstoÉ


Há 12 anos , lá pelo final dos anos 90, Claudia Leitte ainda era uma cantora iniciante cheia de sonhos, que se apresentava nos bares do Pelourinho, na noite repleta de ritmos do centro histórico de Salvador. Seu passatempo favorito era a famosa 'vinholada'. A brincadeira consistia em reunir os amigos artistas em sua casa na época, um apartamento de dois quartos apertadíssimo no bairro de Pituba, onde cada um trazia uma bebida, um vinho, enfim, enquanto o pai dela, seo Cláudio, servia o queijo comprado na padaria. Tudo acomodado em cima de tamboretes, uma espécie de banqueta baixa de madeira. Ali rolava o sarau, tendo como plateia os pais, irmão e a avó de Claudia - todos moravam juntos no imóvel - e mais os vizinhos do prédio ao lado, que de tão colado, parecia uma arquibancada nas noitadas musicais, de tão cheio de gente. "Era massa!", lembra a cantora, com um sorriso de quem guarda uma boa lembrança daquelas farras ao violão. Claudia, hoje com 30 anos, conta essa história sentada em um enorme e confortável sofá no seu home theather, uma ampla sala que, seguramente, tem quase o mesmo tamanho do apartamento da Pituba. Verdade, em pouco mais de uma década, a vida de Claudia Leitte mudou radicalmente. O que parece não ter mudado é o sorriso e a cabeça sonhadora da cantora.

"Eu sou muito sonhadora, otimista, tenho sede de trabalhar e necessidade de me renovar a cada instante. Me sinto apenas começando e não no topo. Quero ir muito além!"

Sentada no chão, despojada como ela só, Claudia conta que ali é o seu cantinho preferido da casa. A sala com telão de cristal líquido, livros de arte e bonecos de design assinado, tem daqueles tapetões felpudos de afundar o pé. É lá que ela e o marido, Márcio Pedreira, com quem está casada há três anos, aproveitam os dias de folga assistindo filmes. A casa fica no valorizado condomínio Alphaville, em uma colina com vista para a praia de Piatã, na zona norte de Salvador. Tudo muito confortável, com pé direito com cerca de seis metros de altura, porta de entrada branca imensa e decoração em dueto de preto e branco.

O estilo clean predomina e o piano branco, Fritz Dobbert, é presente da mãe e destaque da sala de estar. Do lado de fora, área para o churrasco, além do deck da piscina em forma curvilínea com pastilhas azuis-royal, que forma par com uma jacuzzi ao ar livre. A 'vinholada' acontece neste espaço agora. "O vinho melhorou um pouco, a comida também, mas a animação é a mesma", garante ela, sentindo o sabor de quem venceu na vida. E sem qualquer soberba.

De fato, não só o vinho, mas muita coisa mudou na última década na vida de Claudia. Em dez anos de carreira, ela fez sucesso como vocalista da banda Babado Novo e virou referência no Carnaval da Bahia e do Brasil. Agora, em seu segundo ano de carreira solo, já conta com dois discos sendo que o mais recente deles, As Máscaras, ganhou indicação ao Grammy Latino como Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro. A cerimônia, que aconteceu no dia 11, em Las Vegas, para onde ela embarcou quatro dias antes, marca o auge de sua trajetória. Com 168 shows só neste ano, Claudia virou um império, com 38 pessoas no staff de suas turnês e um jatinho particular Phenom 100, avaliado em US$ 3,6 milhões, comprado por ela para que dê conta de tantos deslocamentos pelo País.

"Não tenho ciúme: sou possessiva. Gosto que me dê justificativas, que me posicione antes"

Na vida pessoal, a mamãe Claudia se diz zelosa e, por vezes, exagerada. O pequeno Davi, seu filho de 1 ano e 9 meses, é a prioridade total. "Me tornei uma mulher mais protetora e carinhosa depois dele", confessa ela, que gosta de dar banho, escolher a roupa e até fazer a papinha do menino quando o tempo permite. Já a relação com Márcio é de parceria pura, literalmente. Pai atencioso e marido presente, o rapaz, de 31 anos, é também o empresário da mulher. Confuso de administrar essa duplicidade? "Algumas vezes sim, isso é chato. Então a gente desliga e retoma tudo do zero", revela.

A entrevista a seguir tem mais. Tem Claudia Leitte anunciando seu primeiro Réveillon em Salvador, uma festa para 5 mil pessoas em parceria com Gente. Tem Claudia dizendo que gosta de cozinhar para o marido e bancar a mulherzinha. Tem Claudia jurando de pés juntos que não é ciumenta como esposa, "só possessiva" - como se aliviasse alguma coisa para o lado de Márcio. E tem Claudia revelando que os pais sempre a apoiaram, mas que não era exatamente o sonho deles ter uma filha cantora. "Minha mãe me vislumbrava de terninho, indo para o Fórum trabalhar", conta. Ufa! Nada contra terninhos e Fóruns, mas Claudia fica muito melhor cantando e encantando com sua alegria e simplicidade. E nisso, até a mãe, dona Ilna, deve concordar.

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