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Ney Matogrosso
O cantor dirige a peça teatral, Dentro da Noite e lança o DVD de Beijo Bandido, show em que canta o amor

Por Aina Pinto

 

Fotos DANIELA DACORSO/ AG. ISTOÉ

 

Esse processo, de encontrar o significado das palavras, parece ser o mesmo que você usa ao cantar. Sente-se ensinando o seu método?
É o que uso, mas não me sinto ensinando. Sinto estar esclarecendo algumas coisas, para que os significados venham à tona da consciência do ator. Não adianta decorar o que digo, tem de sentir.

E o DVD do Beijo Bandido? Desde a estreia, no ano passado, o show mudou bastante, ficou mais denso, mais forte.
Inicialmente, eu estava muito respeitoso com o repertório, que é difícil. Depois, percebi que havia margem para a performance, tanto física quanto vocal. Vi que poderia me exceder mais, porque é um texto muito teatral.

O show tem momentos bastante intensos. Você tem essa consciência de quando vai pôr a plateia abaixo?
Não. Fui chegando a uma forma de me apresentar que me permite mais. Sou um homem liberado no meu pensamento, na minha atitude. E também libero a plateia. Talvez, para a média, eu ultrapasse alguns limites. Sempre fiz isso. Não sei ficar no espaço da caretice permitida.

Quando você canta “De Cigarro em Cigarro”, há sua própria imagem dançando, projetada no telão.
É uma brincadeira. Queria que as pessoas me olhassem nos olhos, mesmo quem está lá atrás.

Por que olhar nos olhos do público?
É uma piração minha, coisas que gosto de fazer. Quando canto “vivo só sem você”, é para a plateia que digo. Não canto sobre uma experiência amorosa minha.

‘‘Não canto sobre uma experiência amorosa minha. Tudo é para o público. Sempre foi assim.
Houve uma época em que eu queria transar com a plateia”

Não pensa no que viveu?
Claro que, para esbarrar nessas sensações, tenho de usar as minhas experiências, nas coisas que vivi. Mas é tudo para o público. Sempre foi assim. Houve uma época em que eu queria transar com plateia.

Você contou certa vez que, quando sente ciúme, vira um bicho...
Todo mundo vira.

E agora você canta “Medo de Amar”.
É, mas não preciso acreditar nisso. Poeticamente, acredito que “o ciúme é o perfume do amor”, mas não na minha vida. É um exercício de intérprete.

É comum ouvir que, com a maturidade, o amor fica mais sereno. É isso mesmo? O amor deixa de ser devastador?
Você fala da paixão. Não entendo a paixão por isso, porque sempre será devastadora, faz a gente perder o juízo. O amor é mais sereno, mais condescendente – no melhor sentido da palavra. A paixão quer dominar, quer ter do lado. O amor é mais liberado. A paixão é uma coisa de hormônios.

E isso não muda nunca?
Não. Ainda não (risos).

Dentro da Noite: Sesc Copacabana – r. Domingos Ferreira, 160, Rio de
Janeiro, tel.: (21) 2547-0156. Até 19/12. (16 anos)

Beijo Bandido: Sesc Pinheiros – r. Paes Leme, 195, São Paulo,
tel.: (11) 3095-9400. Até 14/11. (10 anos)

 

 

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