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Simone
Cantora lança CD e DVD com o registro do show Em Boa Companhia, em que celebra o amor

Por Gustavo Autran

 

Foto DANIELA DACORSO/AG. ISTOÉ

O SHOW EM BOA COMPANHIA, de Simone, é dominado por canções “para cima”, como define a cantora, 60 anos. Esse momento alegre está registrado no CD duplo e no DVD, gravado em Recife e lançado agora pela Biscoito Fino. No repertório, sucessos de carreira (como “Tô Que Tô”), inéditas em sua voz (“Fullgás”) e faixas de Na Veia, seu último CD de estúdio, de 2009. O entusiasmo de Simone no palco coincide com a boa fase atravessada por ela. Depois dos antológicos primeiros discos e de um período de críticas pelo repertório de apelo popular, ela se mantém em uma fase duradoura de bons álbuns, como esse lançamento, em que celebra o amor. “Já existe tanta coisa ruim no mundo que eu quis passar por cima delas para falar sobre sedução, amor, felicidade e desejo. Sou uma pessoa alegre, que gosta da vida. Não sei o que é depressão, aliás. Só sei de ouvir falar”, diz Simone, que volta a se apresentar no Rio, no Teatro João Caetano, dias 16 e 17.

O show que acaba de ganhar registro em CD e DVD já está rodando o País desde 2009. Houve alguma mudança no repertório de lá pra cá?
Sim. Tirei quatro canções do roteiro original, uma delas é “Bem pra Você”, de Marina Lima e Dé Palmeira. Para compensar, incluí “Alma”, de Sueli Costa, e “Encontros e Despedidas”. Entre o início da turnê, em setembro de 2009, até a gravação do DVD, em abril deste ano, não tinha mudado nada. Mas quem trabalha comigo sabe o quanto sou inquieta e que sempre acabo mexendo ao longo da estrada.

Você já cantou sambas, canções românticas densas e músicas de tom político. Nesse trabalho, prevalece o clima de festa. Essa alegria no palco reflete seu estado de espírito?
Claro. Já existe tanta coisa ruim no mundo que eu quis passar por cima delas para falar sobre sedução, amor, felicidade e desejo. Sou uma pessoa alegre, que gosta da vida. Só nunca fui de farra. Gosto mesmo é de ficar em casa com meus amigos e ver um filminho. Não sei o que é depressão, aliás, só sei de ouvir falar (risos).

“Só canto o que vivi”

Como escolheu o repertório?
Antes de gravar o Na Veia, base dos registros ao vivo, pedi para os compositores me mandarem só canções para cima. Telefonei para o Erasmo (Carlos) e ele me retornou dias depois com duas músicas. Outros, encontrei pessoalmente. A Adriana (Calcanhotto) levou o violão lá pra casa e me mostrou um bocado de música. Eu já tinha decidido gravar “Ame”, do Paulinho da Viola, “Deixa Eu te Amar”, do Agepê, e “Love”, do Paulo Padilha. Não me importei em gravar três sambas num mesmo disco. Pensei: “Eu quero gravar e eu vou gravar.” Sempre fui assim, faço o que quero. E agora, aos 60 anos, mais ainda. São músicas que me falam ao coração. Só canto o que vivi ou o que gostaria de viver.

Acha que há preconceito contra a música romântica?
Sempre ouvi de tudo: Elizete Cardoso, Maysa, Pixinguinha, Orlando Silva, Nora Ney, Cauby Peixoto, Miltinho. Amo bolero, conheci (Armando) Manzanero e Lucho Gatica. Para quem conhece essas pessoas, é impossível não gostar. Há quem ache careta, mas ser amoroso não tem nada a ver com brega. As pessoas são românticas e precisam disso. É um preconceito, uma coisa burra ter vergonha disso. O Steven Tyler (do Aerosmith) canta “Cry me a River”. Qual o problema? Nenhum. Eu adoro.

‘‘Há quem ache careta, mas ser amoroso não tem nada a ver com brega. As pessoas são
românticas e precisam disso. É um preconceito, uma coisa burra ter vergonha ”

O DVD traz uma parceria sua com Hermínio Bello de Carvalho que ficou inédita por mais de três décadas. Por que decidiu finalmente gravá-la?
“Vale A Pena Tentar” é uma resposta para “Proposta”, clássico na voz de Roberto Carlos. Estava numa turnê quando comecei a escrever e tocar. Cheguei ao Rio e corri para o Hermínio fazer a letra. Mais tarde, soube que o Roberto gravou, mas não lançou. Então, ela ficou guardada, até que mostrei ao Rodolfo (Stroeter, produtor de “Na Veia”). Ele quis saber por que eu nunca tinha gravado e eu respondi que não tinha coragem.

Guarda muitas composições próprias na gaveta?
Tenho algumas, uma delas tem até letra em francês. Em 1982, cheguei a gravar uma parceria minha com Abel Silva, chamada “Merecimento”. Mas, definitivamente, compor não é a minha praia.

Você foi jogadora de basquete e chegou a ser convocada para a seleção. Como foi sua passagem para a música?
Sempre fui ligada em esporte. Aos 7, já praticava natação, corrida, ciclismo e até futebol. Por outro lado, sempre curti música. Meu pai cantava e adorava ópera. Minha mãe tocava piano e violão. Quando viajava para os campeonatos estaduais de basquete, sempre levava o violão para tocar na concentração. Quando fiz meu primeiro show internacional, no Olympia de Paris, ainda jogava e dava aula de educação física. Aos poucos, a música foi falando mais alto.

Fica tensa quando entra em turnê?
Sempre. E meu corpo percebe isso. Fico com espinha, as unhas quebram... Dormir, pode esquecer. Tenho de tomar um ansiolítico ou um indutor de sono, sem ser tarja preta, se não quiser ficar acordada até 5h da manhã. A sorte é que nunca fui de café e larguei o cigarro há 15 anos. Quando estou em turnê, costumo chegar cinco horas antes de o show começar. Passo o som, fico no camarim, exercito a voz, converso com músicos e equipe técnica. Não sossego.

Teatro João Caetano – Praça Tiradentes, s/nº, Centro, Rio de Janeiro,
tel.: (21) 2332-9166

 

 

   


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