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Eleições
Nunca na história deste país
Enérgica, durona, vaidosa e grande amiga do ex-marido. Eleita por quase 56 milhões de brasileiros, aos 62 anos, Dilma Rousseff é a primeira mulher a subir a rampa do Palácio do Planalto como presidente do Brasil

Por Silviane Neno


A presidente eleita, chega para votar em Porto Alegre e é recebida com chuva de pétalas de rosas

Dilma Vana Rousseff, filha de pai búlgaro e mãe brasileira, de família de classe média alta em Minas Gerais, teve educação de moça fina. Bons colégios, formação religiosa, aulas de piano, inglês, francês e literatura, comme il fault. E foi por gostar de ler, hábito adquirido em casa com o pai intelectual, que Dilma, na ponta dos pés, espiou outro horizonte por cima dos muros do casarão da rua Major Lopes, em Belo Horizonte. A família nem percebeu quando a leitura de um livro, Revolução na Revolução, do francês Régis Debray, chapa de Fidel e de Che Guevara, virou a cabeça da menina. O vento da rebeldia soprou nos cabelos castanhos e nascia ali, uma militante com fome de mudar o mundo. Na noite de 31 de outubro de 2010, os cabelos surgiram cuidadosamente arrumados, nem um fio fora do lugar. Elegante num discreto terninho offwhite, Dilma adentrou o salão de um hotel em Brasília lotado de bandeiras vermelhas, provocando aquele fascínio evocado pelos vitoriosos. Foi reverenciada como rainha. Naquele momento não havia mais dúvidas: o destino do Brasil também começava a mudar. A começar pela forma e pelo gênero. Nunca na história deste País, chamamos o presidente de senhora.

E aqui entre nós, depois de tanto tempo de patriarcado, eis que um pouco de sensibilidade feminina, essa forma diferente de enxergar o mundo, de olhos abertos e cílios pintados, há de fazer bem à política brasileira, ainda que à primeira vista, a presidente eleita pareça uma dama-de-ferro. Durante a campanha eleitoral, especialmente nos últimos dias, Dilma Rousseff tinha uma estratégia que repetia aos membros de sua equipe mas também aos jornalistas, mesmo àqueles que a seguiam com olhar e opinião tortas. “Se encontrarem uma cadeira, sentem. Se encontrarem um banheiro, entrem, ainda que não tenham vontade. Nunca se sabe quando encontraremos uma cadeira ou um banheiro.” E assim, desse modo, feminino, ela enfrentou o vaivém no embate contra o candidato derrotado José Serra. E antes de mergulhar na campanha, em 2009, ela diagnosticou e tratou um linfoma em estágio inicial. Por conta de anti-inflamatórios que tomava para recorrentes infecções de garganta, ela engordou nos últimos meses. Poderia ter se retirado, como fazem as damas antes do final da festa, mas Dilma respirou fundo e ficou. Elegante era seguir em frente.

No alto, álbum de família: com os pais, Pedro e Dilma Jane Rousseff e os irmãos Igor e Zana. Ao lado, Dilma numa festa com as amigas nos tempos dourados de moça da sociedade mineira, e acima, o registro da prisão em 1970

 

 

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