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Estreia
Políticos na mira de Nascimento
No lançamento de Tropa de Elite 2, pouco se falou de cinema, mas muito sobre política e corrupção policial

Por Aina Pinto, de Paulínia

Didático e violento
Tropa de Elite 2 exagera na imposição de ideias, mas tem bom elenco e evolução estética

Fotos Divulgação

EMBORA O DIRETOR JOSÉ PADILHA se ocupe em responder, em Tropa de Elite 2, as acusações de que o primeiro filme era fascista, por tornar herói um homem brutal como o capitão Nascimento, o personagem não parece exatamente mudado. No início da história, ele monta uma operação para conter uma rebelião. Instrui seus homens a entrar atirando. Mas surge Fraga, falando sobre direitos humanos, e ele desiste da operação. Seus homens, liderados por Mathias (André Ramiro), não dão ouvidos e entram. O resultado é Fraga tomando para si o lugar de mártir e Nascimento deixando o Bope. Mas, com apoio da opinião pública, a favor da matança, o agora coronel é promovido a subsecretário de Segurança Pública. E aí começa a mudança.

Na secretaria, ele se dá conta de que, ao eliminar traficantes, favorece a formação de milícias, que mantêm ligações estreitas com políticos. E percebe que está sendo usado. Ao mesmo tempo, tem de explicar ao filho (Pedro Van Held), que vive com a mãe (Maria Ribeiro) e Fraga, agora seu padrasto, o que ele faz além de matar.

Padilha diz que faz cinema político, mas que seu filme não é panfletário porque nada do que diz é mentira. De fato, há policiais e políticos corruptos, as milícias são crime organizado. Mas isso não faz do filme menos panfletário. Mostrar um professor dando aula sobre violência, além do didatismo exagerado, confirma isso. O diretor dá sua opinião e isso não é problema. Oliver Stone também faz isso. Há violência de sobra? Quentin Tarantino e Martin Scorsese fazem filmes assim. O perigo é transformar a violência na única solução possível para o problema que ele denuncia – e a cena em que Nascimento é aplaudido em um restaurante após as mortes na prisão sugere isso. Tropa 2 volta com as pancadarias, os tiros, os corpos ensanguentados. A única tortura que o diretor, felizmente, opta por não mostrar, é a da jornalista pega pelas milícias.

Mas, ao mesmo tempo em que se podem discutir as ideias do diretor, não dá para negar que há muito não se tratava a corrupção política no cinema nacional, nem a evolução na maneira de filmar, com sequencias de ação tecnicamente muito bem resolvidas. E o elenco é muito bom. Se Wagner Moura foi acusado de “humanizar” um homem violento no primeiro filme, é essa humanização, especialmente na relação com o filho e a exmulher, que desculpa Nascimento de algumas atitudes. (16 anos)

Fotos Divulgação

 

 

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