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Estreia
Políticos na mira de Nascimento
No lançamento de Tropa de Elite 2, pouco se falou de cinema, mas muito sobre política e corrupção policial

Por Aina Pinto, de Paulínia

Fotos: Ag.news


As origens da violência
No lugar de traficantes, Nascimento agora enfrenta a própria polícia, “os corruptos”, como ele classifica, e os políticos (“o sistema”). “Uma pergunta é: ‘O que transforma miséria em violência?’”, diz Padilha. “Fiz três filmes sobre isso (Ônibus 174, Tropa de Elite e sua continuação). A violência, quem produz, é o Estado. Esse novo filme tenta responder porque a política anda contra a segurança.”


Mera coincidência
Os argumentos de Tropa 2 são baseados em fatos reais. Padilha enumera: “A rebelião no presídio de Bangu, no Rio, o sequestro e tortura de uma equipe de jornalistas, o roubo de armas praticado por uma milícia, a eleição de deputados ligados às milícias.” Mas ele diz que os personagens não são reais. “O governador não é o que o que estava no cargo na época do roubo à delegacia, por exemplo, nem é o atual. Então, embora alguns políticos insistam em se reconhecer no filme, é um problema deles, não nosso.”


Nascimento, um homem em crise
Se no primeiro filme, Nascimento precisava encontrar um substituto no momento do nascimento do filho, agora ele se dá conta de que estava servindo ao chefe errado. O que não significa que ele se arrependa do uso da força e da tortura aplicados no primeiro filme. Promovido a subsecretário de Segurança no Rio, ele percebe que, ao exterminar traficantes, abriu espaço para as milícias, e descobre ser peça de manobra para que policiais e políticos corruptos permaneçam no poder. “No primeiro, ele estava fragilizado, tremia, mas não sabia o que acontecia. Já era um homem em crise. No segundo, ele percebe o que é, mas numa esfera maior”, explica Wagner.


Um ator, uma marca
Nascimento do primeiro Tropa foi um fenômeno só visto com personagens americanos. O capitão teve suas falas reproduzidas, virou fantasia de Carnaval, virou herói. Wagner não cogitou terminar a carreira do personagem por isso. “Não tenho medo algum disso. Pode ser talvez uma prepotência ou uma autoconfiança de que eu sou um ator capaz de fazer outras coisas”, diz o ator, ganhador de prêmio no Festival do Rio por seu trabalho em VIPs. “O Al Pacino fez O Poderoso Chefão 2 e 3. Não acho que isso vá ser um problema para mim.”


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