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Bárbara Paz
A atriz volta ao teatro em Hell, dirigida pelo marido, Hector Babenco, no papel de uma garota rica vivendo num mundo de excessos de dinheiro e drogas, e que não sabe lidar com um amor repentino

Por Aina Pinto

O livro, ao mesmo tempo em que virou best-seller, também fez com que a autora fosse barrada nas boates que frequentava. Parece despertar interesse de quem não está dentro desse mundo e irritação de quem está. Tem receio de que a peça possa parecer agressiva a quem pertence a essa classe social?
O livro é uma crítica e a peça também. Para mim, esse universo de que ela fala é muito diferente, não faço parte dele. Mas ela está dentro. Não sei como vai ser a reação do público. Acho que a peça é mais um alerta para pais e filhos. Teatro serve para isso, para provocar reflexão. A própria personagem é muito autocrítica, mas diz que não vai sair de onde está, não vai deixar o mundo em que vive. Ela diz duas coisas que mostram isso: "Tem a gente e tem vocês" e "Se rico não é feliz, é porque felicidade não existe."

Você acabou de fazer uma personagem barra-pesada na tevê e, agora, mais um papel denso no teatro. Como escolhe os seus trabalhos?
Adoro personagens mais densas, me caem bem, cabem em mim. A Hell veio há dois anos, quando começamos a pensar o espetáculo, antes da Renata. Acredito que toda atriz prefere personagens problemáticas, que tenham esse viés arrogante.

''As pessoas consomem demais acreditando que vão preencher vazios que nunca se preenchem"

Não tem medo de ser sempre associada a personagens loucas?
Nenhum. A tevê tem muito disso, mas não tenho medo de nada. Fui muito feliz fazendo a Renata e tenho sido fazendo a Hell.

Tem algum ritual para se livrar do peso dessas personagens?
Adoro personagens fortes. Eu também tenho essa carga dramática. Tenho um ritual de chegar duas horas antes ao teatro e, dessa peça, saio acabada, destruída. Então, preciso de uma meia hora para me recompor.

Como é sua relação profissional com Babenco?
Ele dirige como se fosse cinema, cuida de cada cena como se fosse um take, usa uma linguagem mais de cinema, cortando os excessos, e dá espaço para o improviso, que é algo que atores adoram. Ele não chega com tudo pronto, mas pede ideias. É uma maravilha.

Tem planos para depois da peça?
No começo de novembro, começo a trabalhar na próxima novela do Walcyr Carrasco, que vai substituir Ti-ti-ti. Vou ser Virgília, uma vilãzinha, e trabalhar com Adriana Esteves, que vai ser a protagonista.

(16 anos)

Teatro do SESI - av. Paulista, 1.313, São Paulo, tel.: (11) 3146-7405. Até 19/12.

 

 

 

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