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Miguel Falabella
Ator e diretor aproxima texto argentino de seu próprio universo e reedita parceria com Claudia Jimenez

Por Daniel Schenker Wajnberg

 

Fotos TV GLOBO/ ALEX CARVALHO
Falabella conta que viu Claudia pelo primeira vez em A Ópera do Malandro; abaixo, a atriz em cena como Nalva

NÃO É UMA PEÇA DE MIGUEL FALABELLA. Mas bem que poderia ser. Mais Respeito que Sou Tua Mãe! traz algo do carinho de Falabella por seus personagens, evidenciado em textos como A Partilha, No Coração do Brasil e Como Encher um Biquíni Selvagem, além de dar a impressão de pertencer à tradição da comédia de costumes brasileira. O texto, porém, é argentino. Foi escrito por Hernán Casciari e publicado em blog entre setembro de 2003 e julho de 2004. Antônio Gasalla ficou encarregado da versão teatral dessa história de uma família pobre cujos integrantes se relacionam de maneira um tanto embrutecida. Nalva, interpretada por Claudia Jimenez, porém, surge como uma matriarca que procura preservar a união, ainda que não consiga conservar ilusões ou um olhar inocente acerca das mazelas a sua volta.

A condição econômica dos personagens é um dado fundamental de Mais Respeito que Sou Tua Mãe!?
Sim. São muito pobres, sem acesso à educação. É uma fatia das vidas de pessoas que lutam pela sobrevivência. E há entre elas uma falta de civilidade, de humanidade. Não por acaso, Nalva diz: “a máquina de alegria do meu marido está quebrada”. Só ela acredita que tem uma família. A vida dela não tem cor. A cor só surge quando sonha.

Você identifica no texto características da sua própria dramaturgia?
Tem a minha veia poética. Mas talvez a minha escrita não seja tão crua. De qualquer forma, eu adaptei o texto. Coloquei na minha embocadura.

Acha que os personagens poderiam morar na Ilha do Governador, bairro de sua infância?
Sim. Sempre mexemos no baú da memória afetiva. E não se trata apenas de mim. Claudia foi criada no Largo da Segunda-Feira, na Tijuca. Lembro de Juliana Paes comendo empada na época de Os Produtores. Perguntei: “Você é de onde?” E ela disse: “De São Gonçalo”.

“Sempre mexemos no baú da memória afetiva”

Como é trabalhar com Claudia Jimenez, com quem tem parceria antiga?
Claudia tem um processo de criação maravilhoso. Ela constrói e depois descostura. Tudo parece simples, a ponto de dar a impressão de que não está fazendo nada. A primeira vez que a vi foi na montagem de A Ópera do Malandro. Ela recebia uma ovação impressionante no Teatro Ginástico e ninguém sabia quem ela era.

Você assinou espetáculos importantes nos anos 80, como Lucia McCartney, e monólogos elogiados, como Emily, A Filha de Lúcifer. Mas disse que desistiu de ser encenador para se divertir. Há plano de voltar a se projetar como encenador?
Sim. Vou montar A Escola do Escândalo (de Richard Brinsley Sheridan), em janeiro. Estava com saudade de fazer uma mise-en-scène. Sempre adorei esse texto, mas tinha pudor de cortar e o original é inviável. A direção será minha e no elenco estarão Ney Latorraca, Guida Vianna, Bruno Garcia e Maria Padilha.

18 anos

Teatro do Leblon –r. Conde Bernadotte, 26, Rio, tel. (21) 2529-7700. Até 19/12.

 

 

   


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