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Um craque por trás das lentes
Bob Wolfenson completa 40 anos de estrada com exposição de fotos e livro em que foge das beldades e mira em metralhadoras e pistolas apreendidas pela polícia de São Paulo. Mais uma guinada radical de quem pretendia ser jogador de futebol na adolescência, mas acabou marcando seus golaços na fotografia

Luciane Angelo Fotos Cleiby Trevisan/Ag.IstoÉ

O livro Apreensões, recém-lançado pela Cosac Naify, fruto da exposição que leva o mesmo nome e está em cartaz no Centro Universitário Maria Antonia, em São Paulo

 

Anjo da guarda
Uma amizade que transformou a vida de um dos maiores fotógrafos brasileiros. Conheça Sergio Belinky, o homem que deu a primeira câmera Hasselblad e abriu o primeiro estúdio fotográfico - improvisado na casa da avó - para Bob Wolfenson

Eles se conheceram ainda garotos, no colégio. Mas a história dessa amizade já dura mais de 50 anos. Mais do que o tempo de vida, a importância de Sergio Belinky na trajetória de Bob Wolfenson é algo vital. Foi Belinky quem deu a primeira câmera Hasselblad para Bob, aos 20 anos. Na mesma época, o amigo se apossou da parte de cima da casa da avó para improvisar um estúdio. Ali, os primeiros trabalhos como freelancer foram aparecendo, graças ao pai de Sergio, industrial que fabricava ar-condicionado. Tempos depois, já com Bob morando em Nova York, Sergio se mostrou valioso e fundamental outra vez. "Meu dinheiro já estava acabando. Aí ele foi me visitar e acho que viu que eu não estava tão bem de grana e deixou um envelope com dinheiro para mim sem eu pedir", relembra o fotógrafo. Mais que amigos, irmãos que compartilhavam de tudo: das namoradas às travessuras nos tempos de escola. algo que nem o tempo conseguiu apagar, como o próprio Bob reconhece. "não perdemos a intimidade. Paulo Francis já dizia que as amizades são as da infância. O resto..."

''Lógico que tivemos crises durante esses 50 anos mas vivemos muitas histórias juntos. Até dividimos namoradas''
Sergio Belinky

Quando começou a amizade entre vocês?
Bob Wolfenson: Somos amigos desde a infância e estudamos juntos durante o primário, o ginásio, o colégio. Depois na faculdade seguimos caminhos diferentes: O Sergio fez economia e eu, ciências sociais na USP. Sou mais novo que ele por 12 horas de diferença (dia 7 e 8 de setembro). São 55 anos de amizade.

E eram estudiosos ou aprontavam em sala de aula?
B: Éramos terríveis com uns 10, 12 anos. Conversávamos, jogávamos bomba de fumaça, barbantinho de enxofre na escola. Tinha um ralo na sala de aula que dava para o lado de fora. Colocávamos um cigarrinho no pavio e quando entrávamos na aula o rojão estourava dentro da sala. Nunca ninguém descobriu que era o Sergio, o autor. Tinha bomba no banheiro também. Fazíamos essas travessuras. Mas isso não machucava os alunos nem professores porque entrava por baixo do chão.
Sergio Belinky: O aplicação, um colégio da faculdade de filosofia da USP, era extremamente politizado e prestamos vestibulinho para somente 60 vagas. O Bob era desleixado e ficou em 64. Como quatro pessoas desistiram, ele conseguiu entrar.
B: O meu pai batalhou pra eu entrar. E fiquei com essa fama de quarto excedente. Acho que os caras se arrependeram: "quem deixou esse animal entrar". (risos)

 

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