- Anuncie
- Assine

   
 
Música // Home
 
- Edição Atual
- Anteriores
 
- Imagens
- Frases
- Urgente
- Moda
- Estilo
- Fernanda Barbosa
- Paulo Borges
- Agito
- Aconteceu
- Celebridade
- Reportagens
 
- Cinema
- Música
- Livros
- Teatro
- Gastronomia
- Televisão
 

Atualize-se com a
IstoÉ Gente!




- Fale Conosco
- Expediente
- Anuncie
- Assine
- Loja 3
 

 


Preta Gil
Em entrevista exclusiva à Gente, Preta revela que foi um erro posar nua no encarte de seu primeiro álbum e afirma que só é cantora por ser filha de Gilberto Gil

Mauro Ferreirab

 

Fotos FERNANDO TORQUATO
Após oito anos de carreira musical, Preta Gil se consolida como cantora com o sucesso do show Noite Preta

“HOJE EU REPRESENTO NÚMEROS no mercado da música”, gaba-se Preta Gil. Aos 36 anos, a controvertida filha de Gilberto Gil dá essa declaração à Gente com a certeza de que encontrou seu lugar e seu público na indústria musical. Os números a que Preta se refere são os 14 shows mensais feitos por ela em todo o Brasil para um público de três mil pessoas por apresentação da Noite Preta. Mas podem ser também as 15 mil cópias iniciais de seu primeiro DVD, Noite Preta ao Vivo, esgotadas em apenas três dias. “Este DVD é um sonho construído”, conceitua Preta sobre o registro do show que estreou em outubro de 2007 numa pequena casa do Rio, e de lá partiu para espaços maiores. A gravação ao vivo foi feita em outubro do ano passado na boate The Week, reduto gay carioca que amplificou em escala nacional o sucesso do show em que, entre uma piada e outra, Preta canta sucessos de Kelly Key, Xuxa, Lulu Santos e do pagode baiano. Nessa entrevista, Preta faz um balanço de sua trajetória musical e reconhece a superexposição do início da carreira.

“Agora sou uma cantora de verdade”

 

Fotos FERNANDO TORQUATO

Imaginava que o Noite Preta teria vida longa e viraria DVD?
Quando eu comecei este projeto era para identificar e reencontrar meu público. Ter feito duas novelas confundiu a cabeça das pessoas. Elas não fixaram meu trabalho de cantora por causa da coisa da celebridade. Eu queria pagar minhas contas e criar meus filhos com música. Foi um recomeço. Gravei todo o show na Cinemathèque, mas, na época, não achava que aquilo poderia ser um DVD. Era esteticamente pobre. Mas gravei porque as pessoas me diziam: ‘Você tem que registrar esse momento’. Um DVD hoje é um produto importante na indústria fonográfica. Ele sustenta a imagem de um artista. As pessoas querem ver o artista em casa, não somente ouvir.

Não acha que ter posado nua no encarte de seu primeiro disco, Prêt-à-Porter (2003), tirou o foco de seu trabalho musical?
Foi muito ruim. As pessoas diziam que eu estava fazendo marketing, mas fazer as fotos nuas para o encarte foi um antimarketing. Dediquei dois anos da minha vida para aquele disco e ninguém me fazia uma pergunta sobre as músicas. Só queriam saber das fotos e do meu pai, que tinha virado ministro da Cultura. Tentaram me transformar na ‘Neuzinha Brizola do momento’. Eu era a filha do ministro que posa nua e dá declarações bombásticas. Mas nunca vou me transformar numa Britney Spears do Brasil. Sou muito careta para isso. Com o nu, só quis me expressar artisticamente. Fui alertada por todo mundo para não fazer as fotos: por meu pai, pela gravadora. Mas achei que era caretice deles e fiz as fotos.

‘‘Fazer as fotos nuas para o encarte do meu primeiro disco foi um antimarketing”

Você se arrepende de ter feito isso?
Não, mas fui muito burra, me expus demais e acabei dando munição para todo tipo de polêmica. “Sinais de Fogo” (música inédita de Ana Carolina que se tornou o hit radiofônico do primeiro disco de Preta) foi a minha salvação. Sem essa música, que virou hit, o disco teria tido um efeito meramente midiático.

Você se sente respeitada como cantora?
Agora sou uma cantora de verdade. Faço 14 shows por mês e canto para três mil pessoas por show. Viajo todo final de semana para me apresentar e ganho meu pão com a música. O artista precisa do público e eu tenho o meu, que conquistei na raça. Desde que recomecei minha carreira de cantora, há oito anos, vi muitas surgirem. Nunca fui eleita a revelação, musa da MPB. Comigo, foram só polêmicas. Mas hoje a indústria e a mídia especializada não podem ficar cegas em relação ao meu sucesso. Represento números no mercado. Lancei um DVD com tiragem inicial de 15 mil cópias que se esgotaram em três dias. A gravadora (Universal Music) nem estava preparada para isso.

Não teve medo de continuar vinculada ao nome de seu pai ao convidá-lo para cantar “Drão” no DVD?
Sou filha de Gilberto Gil e se sou cantora hoje é por causa dele. Meu pai é meu maior ídolo. E a história da participação dele no DVD é muito emotiva. Não gostava de “Drão”. Ele fez essa música quando se separou de minha mãe e eu tinha 6 anos. Até que, quando fui fazer o show comemorativo dos dois anos da Noite Preta no Canecão ouvi “Drão” no rádio. Aquilo me soou como místico. Cantei a música no show daquela noite, mesmo sem ainda saber cantá-la. Meu pai e minha mãe (Sandra) assistiram ao show. Foi uma reconciliação com a canção. Quis reafirmar no DVD que sou filha do Gil com orgulho. DNA é DNA. Já minha mãe é minha musa inspiradora. Minha fonte de energia é ela.

Mas por que você abandonou o estudo de canto no passado?
Quando tinha 15 anos perdi meu irmão Pedro num acidente de carro. Eu fazia a Cal (escola de teatro do Rio), a Oficina da Globo, aula de canto e ia ser backing-vocal da Marina (Lima). Mas o clima na minha casa estava ruim. O Nizan Guanaes me acenou com uma proposta de trabalho em São Paulo e aceitei. Achei que era mais rebeldia sair do Rio do que cantar com a Marina e fazer novela na Globo. Comecei a trabalhar com produção e virei uma workaholic. Tinha muito dinheiro e era bem-sucedida, mas chegou uma hora em que a angústia bateu e eu recomecei na música.

Como imagina seu futuro musical pós-Noite Preta?
Até pouco tempo, eu não me imaginava fazendo outra coisa. Até pensei: ‘Será que eu vou virar o Emílio Santiago, que fez Aquarela Brasileira 1, 2, 3...?’. Porque faço um show que é uma festa. Até 2011, o Noite Preta sobrevive pela minha necessidade artística. Mas quero fazer um disco autoral no futuro. Sei que ainda existe preconceito com meu sucesso como cantora por parte de quem nunca me viu no palco, mas esse DVD vai ajudar a quebrá-lo.

 

 

   


Copyright © 2009 - Editora Três Ltda. - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
ContentStuff Media Solutions | Gestão de Conteúdo | CMS