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Marco Ricca
O experiente ator fala dos desafios para realizar Cabeça a Prêmio, uma mescla de romance e policial que marca sua estreia como cineasta

Por Suzana Uchôa Itiberê

 

“O que importa é a viagem interior dos personagens”

NOS ÚLTIMOS TRÊS ANOS, Marco Ricca “respirou” cinema 24 horas por dia. Dedicação total para escrever (em parceria com Felipe Braga), produzir e dirigir a adaptação do romance Cabeça a Prêmio, de Marçal Aquino. O novo cineasta escalou amigos como Alice Braga, Fúlvio Stefanini e Cássio Gabus Mendes, para contar a história de uma família de pecuaristas metida em negócios ilícitos no Centro-Oeste brasileiro.

Como foi a transição dos personagens do livro para o cinema?
Os personagens se transfiguram segundo a visão de mundo do diretor, mas o embrião está no original. E isso é uma excelência da obra do Marçal. Ele não “psicologiza” os personagens, deixa muito em aberto, o que dá margem para que a gente crie em cima deles.

Você descreve a trama como uma reunião de histórias de amor?
Sim e acho que as relações amorosas ficaram mais doentias no filme. O livro tem facetas que não couberam na adaptação. Como a prostituta Marlene (Via Negromonte). No original, ela tem um prostíbulo de luxo em São Paulo e o matador (Eduardo Moscovis) atravessava o País só para visitá-la. Essa geografia não existe no filme, que se concentra em Mato Grosso do Sul. Para mim, o que importa é a viagem interior dos personagens.

Como diretor de teatro, achou muito diferente o papel de cineasta?
O teatro é artesanal, por maior que seja a produção. No cinema, a escala é industrial. Às vezes, eu tinha 500 pessoas à minha frente e precisava resolver tudo ao mesmo tempo. As decisões são muito em cima do diretor. O teatro é um processo mais coletivo, pois os atores estão sempre lá. No cinema, os atores vão e vem, e você vai recolhendo material humano durante muito tempo. Mas, no fim, a intenção é a mesma: contar histórias.

Qual foi o maior desafio?
O orçamento é de cerca de R$ 4 milhões, mas parece um filme de R$ 15 milhões. É grandioso, de câmera aberta, muitas locações. A maior dificuldade é narrar um filme com diversos protagonistas, dar conta de contar a história de tanta gente ao mesmo tempo. É mais simples quando há um protagonista e os outros personagens ficam ao redor dele.

Como foi o reencontro com Alice Braga, sua parceira em A Via Láctea?
A Alice é amigona, irmã e musa inspiradora. A câmera tem fascínio por ela e seu sucesso não é gratuito. Ela trabalha demais. Foi a partir de Alice que pensei no resto do elenco e ela topou de primeira, de olhos fechados.

Quer repetir a experiência?
Sim, mas com mais calma. Foi tudo muito rápido e não sei se teria mais saúde para tocar dessa forma. A gente abandona muita coisa pela paixão pelo projeto, a família sofre.

 

   


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