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Jô Soares
"O limite do humor é morrer de rir"
No mês em que comemora 10 anos de Programa do Jô e 22 como entrevistador, Jô Soares fala sobre a lei

MARCELO LISO/AFB PRESS
Jô Soares se diverte durante a gravação em que comemora os 10 anos do Programa do Jô, na terça-feira 10

AS RISADAS FORAM OS DEGRAUS que levaram Jô Soares ao sucesso. Do início da carreira, no final dos anos 50, como ator e autor de programas humorísticos, passando pelo Capitão Gay, Reizinho, e outros personagens lendários da década de 80, até ocupar o posto de entrevistador mais popular do Brasil, Jô sempre deixou a veia cômica falar mais alto. E foi meio que para honrar suas origens que ele criou uma mesa de humoristas na atração que marcou o aniversário de 10 anos do Programa do Jô, exibida na terça-feira 10. Ao lado de uma nova geração - Dani Calabresa, Marcelo Adnet, Bruno Mazzeo, Leandro Hassum, Flávia Garrafa e Dadá Coelho - ele relembrou os momentos marcantes dos 52 anos de carreira e 22 de apresentador, em que contabilizou mais de 13 mil entrevistas. Desta vez, Gente virou a mesa e colocou Jô para responder perguntas sobre o assunto que mais conhece: a arte de fazer rir. Confira o resultado.

Qual é o maior desafio de apresentar um programa diário que mantém o mesmo formato há dez anos?
O maior desafio é não ter "camisa de força". O talk show tem seu formato, mas dentro dele é possível inventar sempre, procurando tornar as entrevistas cada vez mais interessantes.

Depois de 22 anos à frente de um talk show, algum entrevistado ainda o deixa nervoso?
No dia em que eu pisar num palco e não ficar nervoso é porque o trabalho perdeu a graça. É esse friozinho na barriga que eu sinto quando entro em cena, seja para entrevistar ou atuar, que me estimula.

Foi você quem trouxe para o Brasil este modelo de talk show. O que o fez querer estar à frente de um programa assim?
Fazer um talk show era um sonho antigo, desde quando eu fazia as entrevistas internacionais no programa do Silveira Sampaio. Jack Paar e Johnny Carson, do Tonight Show, foram meus grandes inspiradores.

Por que você, que está tão acostumado a fazer entrevistas, raramente às concede?
Prefiro ser low profile. Afinal, já estou na casa das pessoas seis vezes por semana, de segunda a sexta na Globo, e no domingo no GNT.

MARCELO LISO/AFB PRESS

 

Conseguiria eleger o programa que mais gostou de fazer?
Fica difícil escolher o mais marcante porque muitos me marcaram. O programa me deu oportunidade de entrevistar grandes personagens da história do Brasil e até do mundo, grandes artistas, gente comum com histórias de vida magníficas. Acho que o mais marcante é o que ainda vou gravar.

''O humor não muda. O que muda são os talentos. Agora existe a febre do stand up,
o que acho muito positivo. No fundo, o stand up é o espetáculo solo,
como fazia José Vasconcelos, Chico Anysio e eu mesmo. É o desafio definitivo"

Você celebrou seus 10 anos na TV Globo ao lado da nova geração de humoristas do País. Como vê as mudanças que o humor sofreu desde o tempo em que você começou até os dias de hoje? Acredita que atualmente a comédia é mais voltada para a palavra do que para a atuação, com o fenômeno do stand up?
O humor não muda. O que muda são os talentos. Agora existe a febre do stand up, o que acho muito positivo porque, com uma receita simples, muita gente nova está tendo espaço para mostrar o seu valor. No fundo, o stand up é o espetáculo solo, como fazia José Vasconcelos, Chico Anysio e eu mesmo. É o desafio definitivo.

Qual sua opinião sobre a lei que proíbe sátiras e humor na cobertura eleitoral de 2010?
Parece piada, não é? A política é a grande matéria-prima do humor. E, sob o pretexto de proteger os candidatos, a lei acaba privando os eleitores de refletir sobre a realidade. E refletir gargalhando, que ao meu ver é a melhor maneira de fazer isso.

Para você, qual o limite do humor?
O limite? É morrer de rir.

 

   


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