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Estilo casa
Sob medida
A nova casa do arquiteto Dado Castello Branco, em São Paulo, foi concebida de acordo com o que considera indispensável em qualquer um dos seus projetos: conforto e sofisticação. O resultado foi uma residência com jeitão de casa de verdade, perfeita para a vida agitada de uma família com cinco filhos

Laís Taliberti Fotos Marcelo Navarro/Ag. IstoÉ

 

À esquerda, DADO em sua cozinha gourmet integrada com a sala de jantar. O forno, a geladeira em gavetas e a máquina de gelo são alguns dos elementos que facilitam o hobby de cozinheiro. Abaixo, a mesa de George Nakashima, feita sob encomenda e com espera de um ano para ser entregue

COMO SERÁ PROJETAR A PRÓPRIA CASA? Com a palavra, o arquiteto: “Para mim é muito difícil, porque temos muitas referências e gostamos de muita coisa, mas aqui eu procurei colocar em prática os pontos mais fortes do meu trabalho, como conforto e sofisticação, por exemplo”. Dado Castello Branco, acaba de se mudar para a casa que projetou para ele, a mulher e os cinco filhos. Para construir a casa dos sonhos, ele pensou grande, afinal, precisava de espaço. Assim, tratou de propor a compra dos terrenos das duas casas vizinhas. Feito o negócio, partiu para a demolição e o projeto ganhou o espaço necessário para uma área externa perfeita para o lazer das crianças.

Dado já tinha uma relação familiar com a casa, já que ela pertencia a uma amiga dos pais dele. A reforma ganhou contornos afetivos mesmo quando as mudanças foram radicais. Uma jabuticabeira, no terreno há mais de 60 anos, foi trocada de lugar e a ex-proprietária se encarregou de fazer o replantio.

A época da fruta é logo mais, em setembro, quando a árvore fica mais bonita, cheia de pontinhos pretos. Ao longo do ano, ela faz sombra para a mesa no jardim, que acolhe convidados e familiares em almoços no fim de semana.

Aliás, comer é coisa séria para Dado. Tanto que o projeto incluiu não uma, mas duas cozinhas completas na casa: uma para o dia a dia da família e outra gourmet. É ali que ele se diverte com amigos e exercita o que aprendeu em Paris, onde morou no começo da carreira. “Sempre gostei de cozinha e até achei que fosse ter um restaurante. Quando moramos em Paris eu fazia um curso de especialização em arquitetura, mas acabei fazendo um de culinária também e adorei”, relembra. “Ficamos aqui na cozinha gourmet comendo, conversando, abrimos um vinho...é uma delícia.” Os espaços integrados são outra característica da casa: “A gente já se vê pouco, quando chega em casa pode ficar cada um num lugar fazendo uma coisa diferente, mas todos convivendo de alguma forma.”

Outra preocupação remete às escolhas de materiais. Dado procurou usar os sustentáveis, como algodão orgânico nas cortinas e madeira de demolição no piso. A área externa recebeu mármore Travertino, o mais cru do mercado. Tudo em tons sóbrios para deixar o ambiente da casa mais leve.

O novo convive com o antigo em perfeita harmonia. Ao lado da sala de tevê, com os mais modernos equipamentos de som, está a sala de estar com mesa do antiquário carioca Arnaldo Danemberg. “Ele é o melhor do Brasil. O Arnaldo faz viagens pelo interior da França e compra móveis que ninguém viu e jamais achou que poderia ter alguma utilidade”, revela. “Ele restaura, traz de volta essa madeira linda e as coisas ganham vida nova.” Sobre a mesa estão os santos, prova da devoção da família: Santa Edwiges, São Franciso, São Paulo – peça do século XVII –, São José e Nossa Senhora de Fátima, comprada em uma viagem ao santuário de Fátima: “Lá é um lugar fantástico, até quem não é de frequentar a Igreja sente uma energia linda, incrível”.

É na sala que fica um dos objetos preferidos do dono da casa: uma mesinha de George Nakashima, artista japonês, já falecido, que desenvolveu um trabalho único com madeira. Nakashima deixou uma fundação com seu nome que ainda reproduz suas peças feitas sob encomenda. É possível escolher a madeira a partir de várias amostras, algumas até de árvores já extintas. Definido o material, a peça é produzida à mão por um dos quatro marceneiros e leva até um ano para ficar pronta. “Alguns móveis que o próprio Nakashima fez chegam a valer mais de US$ 19 mil em leilões no Exterior. Há inclusive colecionadores do trabalho dele”, conta Dado, orgulhoso. Um luxo.

 

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