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A natureza de Cleo
Ás margens do Rio Araguaia, onde gravou cenas da próxima novela das seis, a atriz Cleo Pires fala sobre família, trabalho, nudez e o relacionamento com o publicitário João Vicente de Castro, que chama carinhosamente de "companheiro"

Por Simone Blanes / Fotos: João Miguel Júnior / TV Globo

Uma vez você falou que não acreditava em amor à primeira vista mas em paixão à primeira vista. Com o João foi assim? Não. A gente se conhece desde a adolescência porque temos grupos de amigos em comum. A gente voltou a se encontrar um ano e pouco atrás. Foi natural, saímos como amigos, rimos pra caramba, mas ficou nisso. Aí, um dia, a gente ficou e rolou o namoro. A gente constrói sempre o amor. Esse é o caso. Estou gostando de construir amor com ele. Estou feliz.


Você é romântica?
Não sou muito romântica, mas tem um equilíbrio e ele desperta romantismo em mim. No Dia dos Namorados, por exemplo, eu não ligo para nada. Um dia antes, ele falou: ‘ah, amanhã vamos trocar presentes’, e eu: ‘é, vamos trocar presentes’. Mas não tinha presente. No dia seguinte saí procurando um presente e pensei em uma coisa que eu amo, ele ama e tem a ver com a relação: uma planta frutífera. Dei um pé de laranjeira e um de jaboticaba para ele.


E ele, já fez alguma surpresa para você?
Ah, é tanta coisa. Ele me chama de Pato, porque acha que eu tenho bico e bundinha de pato. Eu o chamo de urso. Então ele mandou o Tales (designer) fazer um patinho de ouro branco, muito fofo e embaixo uma inscrição nossa. Mas acho que ser romântico não diz sobre o amor. Ele não é um cara de dar flores, mas é de chegar e falar: ‘vamos passar uns dois dias na fazenda, só eu e você’. Também gosto de tomar vinho e ver estrelas. A gente se dá bem. Somos bem diferentes e parecidos.


O que acha que mais aprende com o João?
Aprendi a não ser tão radical. E nem tão desconfiada. Dá um pouco mais de espaço para as pessoas verem quem eu sou.


Pensa em casamento?
Já levamos uma vida de casados. Somos parceiros. Me sinto casada. Sempre fico nesse dilema. Não consigo dizer que ele é meu namorado porque é uma palavra que soa infantil. E nossa relação é muito madura. A gente divide as nossas coisas, toma conta do outro. Quando eu estava viajando ele organizou um monte de coisas para mim e quando ele precisa também organizo as coisas para ele. Ele é meu companheiro. Esse é o termo certo.


Mas você mora no Rio e ele em São Paulo...
É assim: quando ele está mais livre, ele fica lá no Rio. Quando eu estou mais livre a gente fica aqui em São Paulo. Quando os dois estão “pegados” (ocupados) damos umas fugidas. Como na gravação, eu estava mais “pegada”, então ele passou oito dias comigo lá no Araguaia. Agora, tinha esses quatro dias livres, então eu vim aqui ficar com ele. A gente mora junto, divide as coisas. De qualquer forma vou comprar uma casa, e é isso. A gente já assimilou a vida um do outro. Não é que a gente virou um, somos bem um mais um. Gostamos de cuidar dos cachorros, de viajar, de trabalhar, de poucos e bons amigos e está tudo certo.


Acha que o João é ideal para você?
Olha, não acredito em homem ideal. Todo mundo tem defeitos e às vezes você se depara com alguns que você pensa: ‘isso não posso suportar’. Mas põe na balança e vê, que existem coisas legais. Que podemos conversar e levar. Acho que sim. O João é o homem ideal para mim. Porque ele tem muita vontade de crescer, de humanizar as coisas, de compreender os outros, de sair do próprio umbigo, de evoluir, de fazer o melhor, de não botar a culpa no mundo. Gosto muito disso. Isso me dá tesão.


E filhos, pensa?
Penso sim. Na verdade, eu não queria ficar grávida. Nunca tive essa vontade, queria ter filhos. Eu gosto dessa coisa de criar pessoas desde o início, de dar liberdade, de entender para onde ele está indo, de orientar da melhor forma, de oferecer coisas legais, de mostrar o mundo. Mas ficar grávida, nunca tive vontade. Já o João é louco para ter filho, ficar “grávido” (risos) e ele me despertou essa vontade. Não sei o que vai dar, mas com certeza, foi ele que despertou essa vontade.


E a vontade de adotar uma criança, continua?
Ainda tenho essa vontade. Porque eu me apaixono pelas pessoas. As pessoas da minha vida são as que eu encontrei. Fora as de sangue, são pessoas que eu tenho amor profundo, e acredito que vou encontrar mais e mais. Eu tenho isso. E o João acha legal também, ele curte essa ideia.


Como imagina que seria ter uma criança?
Eu e meus irmãos vivemos indo pra cima e pra baixo. Isso é tão enriquecedor, me deu tanto mundo, sabe? Me deu o que a escola nunca me deu, que é a noção do outro, respeito por outras culturas, vontade de que todo mundo tenha seu espaço, por mais diferente que seja. Eu acho isso essencial no mundo para que tenha harmonia, paz de verdade. Então, não vejo nenhum tipo de restrição tendo um filho.


Enquanto o filho não vem, tem seu lado maternal com seus irmãos?
(risos) Agora está muito mais com meus cachorros...

 

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