- Anuncie
- Assine

   
 
Capa // Home
 
- Edição Atual
- Anteriores
 
- Imagens
- Frases
- Urgente
- Moda
- Estilo
- Fernanda Barbosa
- Paulo Borges
- Agito
- Aconteceu
- Celebridade
- Reportagens
 
- Cinema
- Música
- Livros
- Teatro
- Gastronomia
- Televisão
 

Atualize-se com a
IstoÉ Gente!




- Fale Conosco
- Expediente
- Anuncie
- Assine
- Loja 3
 

 


A natureza de Cleo
Ás margens do Rio Araguaia, onde gravou cenas da próxima novela das seis, a atriz Cleo Pires fala sobre família, trabalho, nudez e o relacionamento com o publicitário João Vicente de Castro, que chama carinhosamente de "companheiro"

Por Simone Blanes / Fotos: João Miguel Júnior / TV Globo

De volta à vida real, Cleo recebeu Gente numa quinta-feira tradicionalmente agitada em São Paulo, dias depois da aventura Mato Grosso.Vestida de preto e animadíssima, ela atraía olhares por onde passava. Não só por ser quem é, mas por estar, naquela data, a poucos dias do lançamento de seu ensaio nu. Enquanto tomava café da manhã com frutas, pãezinhos e mel, ela encarou um bate-papo revelador sobre amor, família, trabalho e nudez. Também, pela primeira vez, falou sobre o namoro de um ano com o publicitário João Vicente de Castro. Cleo começou dizendo: “Pode perguntar o que quiser, que eu respondo”. Gente perguntou. Eis as respostas de Cleo:


Como foi esse tempo no Araguaia?
Foi uma delícia. É tudo muito selvagem, muito virgem ainda.


Pela sua ligação com a região, o que tirou de você para compor a personagem?
Quando eu era pequena, minha mãe me chamava de índia botocuda porque eu odiava usar roupa, adorava andar descalça e era muito brava. Amava subir em árvores, correr, andar no meio do mato, fazer trilha... Tive uma infância ao ar livre. Achava bicho machucado e levava para casa, princiaplmente passarinhos. Tive coelho, tartaruga. Nesse quesito é muito parecido com ela. O lado físico foi fácil. A Estela (a personagem) é uma mulher muito sozinha e muitas vezes teve que engolir sentimentos verdadeiros para chegar aonde queria. Eu me identifico muito com isso, porque tenho uma família maravilhosa que sempre me orientou, mas sempre me senti muito sozinha. Não por falta de amor, mas porque eu sempre me senti incompreendida mesmo. Então, quando a cena tem esse tom é muito fácil para mim, me emocionar, entender o que aquilo queria dizer. Outro dia fizemos uma cena em que ela via o Murilo e a Milena (Toscano, com quem disputa o amor de Murilo) se banhar no Rio com um monte de amigos, aí eu falei para o Marquinhos (Schettman, diretor da novela): essa sensação é de que ela não pertence a isso, e era exatamente isso. Mas não tive momentos nostálgicos porque não conhecia São Félix nem Luís Alves, mas aquele lugar me remete à minha família. A gente brincando, coisas normais. Até porque só faz dois anos que eu estive no Araguaia. É algo bem perto, não só da infância.

Como será a personagem?
A Estela é uma mulher misteriosa. Foi criada desde a infância para concluir uma missão. Ela é a última descendente de uma tribo de índios. Até que ela se apaixona pelo Solano (Murilo Rosa), de verdade, vive um amor que começa a bater de frente com essa missão que ela tem que cumprir. A missão é o mistério da novela. Ela não é vilã nem mocinha.


Teve alguma experiência com os índios de lá?
Fui à tribo dos índios Karajás, na Ilha do Bananal. Foi enriquecedor, mas ao mesmo tempo angustiante. Ninguém sabe o que fazer com a história indígena no Brasil. Eles têm a cultura deles, que está se perdendo, e assimilam a cultura dos brancos que não faz bem a eles. Ainda não encontramos uma forma de preservar a beleza da tradição indígena. A civilização entrou com o pé na porta, não teve respeito por aquelas pessoas. Isso me dá angústia. Quem somos nós para dizer que alguma coisa da cultura deles é errado? É a cultura deles.


Como foi maquiar as tatuagens?

É, tinha que cobrir as tatoos. Nos primeiros dias, eram duas horas de make up. Eu até aprendi um pouco, elas me deixam fazer também. Tenho dez tatuagens. A última (mostra a escápula) fiz com a minha irmã, Antonia, em Pirinópolis, é “irmã”, em francês. É uma forma de expressão que me identifico.


Você era uma espécie de guia entre os colegas?
Eu tinha uns truques: o repelente lá não funciona. O que funciona é o óleo de babaçu que os índios fazem. Consegui isso para a gente. A correnteza do rio não é uma correnteza que vai para um lado só, vai para os dois lados. E essas coisas eles não sabiam, e eu falava. São esses mínimos detalhes que fazem a diferença. Gostei de ser a guia.

 

<< Anterior | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | Próxima >>

   


Copyright © 2009 - Editora Três Ltda. - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
ContentStuff Media Solutions | Gestão de Conteúdo | CMS