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Cinema
A Origem deixa o melhor em segundo plano

Foto Divulgação
Leonardo DiCaprio é o ladrão que entra em sonhos alheios para descobrir segredos empresariais
Fotos Divulgação

O QUE Batman - O Cavaleiro das Trevas trazia de bom - a humanidade dos personagens - fica esquecido no novo filme do diretor Christopher Nolan. A Origem é uma ficção científica com roteiro criativo, cheio de referências, tem cenas de ação intensas e bem-coreografadas, uma história intrigante, uma técnica precisa ao narrar vários níveis de acontecimento, mas deixa o elemento essencial de lado. Com nomes como Ellen Page (Juno) e Marion Cotillard (Piaf - Um Hino ao Amor), o elenco encabeçado por Leonardo DiCaprio pouco espaço tem para desenvolver os dramas de seus personagens.
DiCaprio é Cobb, um ladrão que se infiltra em sonhos alheios para roubar planos de empresários. No filme, o processo é outro: ele tem de incutir uma ideia na cabeça de um deles. Com ele, está Ariadne (Ellen), uma arquiteta que imagina os cenários dos sonhos, e outros integrantes de uma gangue. A partir do momento em que todos adormecem, começam as ações vertiginosas. São sonhos dentro de sonhos e seis camadas de ação: a primeira, a trama para fazer o empresário dormir; a segunda, uma perseguição com carros, sequestros e tiroteios; a terceira, espionagem e lutas corporais em um hotel; a quarta, em montanhas gélidas com clima de filme de guerra; a quinta, no mundo construído por Cobb e que diz respeito à vida dele; e a sexta, do empresário que pediu a ação dos ladrões.

Parece confuso? Pois, na tela, isso tudo é muito claro, mesmo que as ações apareçam entrecortadas. A edição e a montagem são um primor e o roteiro é espetacular. Com algumas apostas de que A Origem estará entre os concorrentes ao Oscar de 2011, seria um filme e tanto não fosse a falta de desenvolvimento dos personagens.
Se de fato for indicado ao Oscar, corre o risco de enfrentar o mesmo problema de Avatar: ser considerado apenas uma bela peça de técnica exemplar. A Origem tem referências a mitos gregos (de Ariadne que salva Perseu no labirinto do Minotauro), a Matrix, faz piadas autorreferenciais (Marion Cotillard foi Edith Piaf e o aviso para que todos acordem é uma música da cantora francesa), brinca com o conceito de "indústria de sonhos" de Hollywood. Mas a confusão entre sonho e realidade, a loucura e o desejo de viver em um mundo imaginário, coisas que os cineastas surrealistas já fizeram genialmente, são informações menores e estão concentradas nos delírios de Cobb. A mulher dele (Marion) morreu e continua a aparecer para ele, que tenta ir à camada mais funda dos sonhos para encontrá-la, como Orfeu indo ao reino dos mortos em busca de Eurídice. Em meio a tanta ação, há pouco espaço para a dúvida, para o questionamento. Mesmo que DiCaprio consiga imprimir a angústia do personagem, até a história de amor mais parece um filme de suspense.
(14 anos) Aina Pinto

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