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Roberta Sá
Uma das cantoras mais bem-sucedidas de sua geração, Roberta Sá lança Quando o Canto é Reza, em parceria com o Trio Madeira Brasil, e fala do trabalho e da carreira

Mauro Ferreira


Fotos FELIPE VARANDA/ AG. ISTOÉ

''O disco não foi gravado com a preocupação de enquadrar as músicas num formato pop. (...) Mas ele não rompe com nada do que eu fiz antes, apenas abriu um caminho na minha história"

Não teve medo de perder o público que conquistou com seus discos anteriores ao gravar um compositor tão ligado a um universo específico?
Esse disco não foi gravado com a preocupação de enquadrar as músicas num formato pop. A gente quis abrir espaço para o instrumental do trio. O meu desejo como cantora é me permitir ter pluralidade. É permitir que um encontro como esse aconteça em disco. Sair do centro do eu é salutar. O disco expressa uma visão conjunta, não somente a minha. Mas ele não rompe com nada do que fiz antes, apenas abriu mais um caminho na minha história. Antigamente, havia muito mais encontros na música brasileira. Teve o Chico (Buarque) com a (Maria) Bethânia, o Chico com o Caetano (Veloso)... Sem saudosismo, acho que os artistas se encontravam mais. E isso é uma coisa boa para se recuperar.

Você é uma das poucas cantoras de sua geração que conseguiu sucesso popular, se apresenta em casas lotadas. Se preocupou em manter isso?
Foi mais importante, para mim, pensar que o artista tem de se reinventar. Na hora de gravar um disco, (manter o sucesso) não pode ser uma preocupação. O único foco é a criação artística. É um clichê, mas eu acredito que, se fizer um trabalho com verdade, as pessoas vão entender melhor. Se não, vira enganação...

Por que você acha que fez sucesso tão rápido?
Não acho que tenha sido tão rápido e não consigo dimensionar esse sucesso. As coisas aconteceram no tempo que tinham de acontecer. Para mim, é tudo fruto de um trabalho árduo, sem férias. Tenho uma relação de intimidade com o meu público. E tenho a sensação de que o público de agora é o mesmo do começo, só que bem maior. Meu público me viu crescer como artista.

Por que escolheu Pedro Luís, seu marido, para produzir o disco?
Foi natural porque o Pedro já estava no projeto desde sempre. Quando o Roque veio ao Rio, eles se encontraram, Pedro entrou na roda e virou parceiro dele no "Mandingo", uma das músicas que eu gravei. O Pedro ter produzido o disco foi importante porque ele trouxe uma visão de fora, mas é uma pessoa com quem todo mundo já tinha intimidade.

Mas como é ser produzida pelo marido? Não atrapalha a relação?
Foi natural porque a gente já trabalhava junto desde antes de namorar e de casar. Se ele não tivesse produzido o disco, aí é que seria problemático (risos), porque a gente ia ficar sem se ver. Nós nos internamos no estúdio, esquecemos de tudo quando fomos gravar o disco.

No começo de sua carreira, você era tímida no palco, quase pedia desculpas por estar ali cantando. O palco ainda a intimida?
Não, eu adoro palco. Estar nele já não me preocupa nem me intimida. Já me sinto à vontade ao cantar e me divirto muito no palco. No começo, era inexperiente. O show de lançamento do meu primeiro disco (Braseiro, 2003) foi o quinto show que eu fiz na minha vida.

 

 

 

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