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Tarcísio Meira
Depois de 20 anos, o ator volta a fazer cinema, conta por que passou tanto tempo longe dos sets, grava minissérie e, casado há 48 anos com Gloria Menezes, diz que o amor não se explica

Camilla Gabriella

 

DANIELA DACORSO/AG.ISTOÉ
Tarcísio está em Não se Preocupe, Nada Vai Dar Certo, comédia de Hugo Carvana com estreia no ano que vem

AOS 74 ANOS, TARCÍSIO MEIRA fala com entusiasmo de estreante sobre seu novo trabalho no cinema, Não se Preocupe, Nada Vai Dar Certo, de Hugo Carvana. Nem parece já ter estrelado mais de 20 filmes. A empolgação se explica por uma situação quase inexplicável: mesmo sendo um ator como ele e com tanta experiência, há 20 anos ele não fazia um filme. Tarcísio diz que a falta de dinheiro e estrutura do meio cinematográfico contribuíram para o distanciamento. Agora, após as mudanças da Retomada, é com um sorriso no rosto que ele conta que o convite de Carvana chegou na hora certa. “Invejava os meus colegas que tinham a chance de fazer um bom filme”, brinca. No longa, uma comédia, ele é Ramon, um velho ator que se passa por advogado para tirar o filho, Lalau (Gregório Duvivier), da prisão. O humor é apenas um das possibilidades já exploradas por Tarcísio na carreira, que também teve interpretações antológicas de vilões, como Hermógenes em Grande Sertão: Veredas, ou Dom Jerônimo, de A Muralha, mas é como mocinho de novelas que o público o identifica. “Sou tão falível quanto qualquer pessoa, tão bandido quanto qualquer pessoa. Não sou um mocinho, não”, sorri. No dia em que gravou os offs do filme, com previsão de lançamento para o início de 2011, Tarcísio recebeu Gente para um bate-papo sobre sua retomada pessoal no cinema.

“Odeio ser exemplar”

 


‘‘As pessoas se identificam com os atores e falam com eles como se fossem um pai, um tio, um irmão
mais velho. Isso acontece muito comigo”

 

Por que o senhor passou 20 anos sem fazer cinema?
Não queria voltar a fazer como nós fazíamos. Era muito sacrificado. Lutava-se com grandes dificuldades e restrições de dinheiro. As pessoas faziam improvisando coisas, não havia estrutura. Éramos guerreiros tentando vencer uma batalha do cinema internacional. O filme brasileiro não saía do Brasil nem pra chegar até ali (risos).

E isso afetava a qualidade dos filmes?
Os filmes não tinham nem bilheteria dos próprios brasileiros porque não eram tão bons quanto gostaríamos de fazer. Vez ou outra, fazia-se um filme muito bom. Mas isso era uma coisa rara. Hoje em dia, há muitos bons artistas envolvidos. Tenho visto ótimos filmes e invejava meus colegas que tinham a chance de fazer. Esperava um bom convite, que me agradasse e me trouxesse essa alegria que esse filme está trazendo. O convite do Carvana veio num momento especial. Queria fazer um bom cinema.

Muitos diretores e atores de tevê experimentaram dirigir cinema. O sr. tem vontade de fazer isso?
Nunca tive essa queda por direção. Sou ator e gosto disso. Me contento muito com o meu trabalho.

 

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