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Livros
Quadrinhos de gente grande

Aina Pinto

 


Galera conta que foi a partir do encontro com Coutinho que a ideia do livro surgiu

Daniel Galera fala sobre Cachalote, graphic novel feita com o quadrinista Rafael Coutinho, explica o processo de unir texto e imagem e evita as comparações com o mexicano Guillermo Arriaga: “Acho a obra dele muito ruim”

 

WILL EISNER, UM DOS MAIORES NOMES dos quadrinhos, já adaptou Moby Dick, de Herman Melville, para o mundo das ilustrações. No Brasil, esse tipo de publicação tem ganhado espaço e são inúmeros os lançamentos de clássicos da literatura nas versões desenhadas. Mas uma outra baleia deve mudar essa situação. Cachalote (Cia das Letras, 280 págs., R$ 45) é a primeira experiência nacional em unir um escritor a um ilustrador para criarem algo inédito. O livro foi ideia de Daniel Galera, autor do premiado Cordilheira e de Até o Dia em que o Cão Morreu (transformado no filme Cão sem Dono), e de Rafael Coutinho, filho do cartunista Laerte e autor de Irmãos Grimmem Quadrinhos.

Cachalote traz várias histórias que têm relação entre elas, mas não se encontram. São seis diferentes acontecimentos, como do escultor que é chamado a atuar em um filme cujo roteiro parece sua própria vida e da senhora grávida que tem encontros com uma baleia em sua piscina. Já há quem aponte semelhanças da história com os roteiros do mexicano Guillermo Arriaga (Amores Brutos, 21 Gramas). Galera refuta a comparação. “Ele é sentimental e grandiloquente”, critica.

Fotos DIVULGAÇÃO

A primeira parte da história tem apenas desenhos e dispensa descrições de cenas, ambientes, personagens. Como esses momentos sem texto foram decididos?
Quase tudo que está na HQ foi decidido junto. Os trechos sem diálogo nem narração textual também foram descritos no roteiro, na maioria dos casos. Mas o Rafa trabalhou com bastante liberdade, modificando detalhes do roteiro enquanto desenhava. Nossa sintonia criativa permitiu isso.

Você já conhecia o Rafael? Tinha interesse por graphic novel?
Conheci o Rafa no final de 2007 e decidimos trabalhar juntos logo em seguida. Nos tornamos grandes amigos muito rapidamente e o trabalho na HQ foi, de certa forma, o produto concreto dessa amizade. Começamos a criar as histórias no início de 2008, sem ter editora. Meses depois, apresentamos as primeiras páginas para a Companhia das Letras e eles se interessaram pelo projeto.

Há quem aponte semelhanças entre Cachalote e os roteiros de Guillermo Arriaga. Você concorda com a comparação?
Pode existir alguma semelhança entre a estrutura narrativa da HQ e alguns filmes escritos pelo Arriaga, no sentido de haver tramas paralelas que convergem para um único clímax, sem jamais se cruzarem, mas refuto a comparação porque acho a obra dele muito ruim. Em termos didáticos, o Arriaga é esquemático, sentimental, grandiloquente e idealista. Creio que o tom da Cachalote não tem nada disso.

 

 



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