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Estilo Casa
Infinito particular
A casa azul da artista plástica Patrícia Magano é o oásis bucólico das suas criações em plena paisagem urbana do Jardim Europa, em São Paulo

Silviane Neno fotos Marcelo Navarro/Ag. IstoÉ

A cena poderia ter acontecido na Nova York dos anos 70/80, mas foi em São Paulo mesmo. Há 15 anos, a artista plástica Patrícia Magano provocou furor na sociedade e no mundo das artes quando convocou uma stripper para fazer uma performance na abertura de sua exposição, num antigo restaurante de temática erótica, o Heleno. A moça fazia evoluções numa escada e lambuzava as paredes com chantilly usando o derrière. Uma loucura! O happening foi assunto durante semanas, Patrícia vendeu todos os quadros e Malu Bailo, a stripper, virou celebridade.

Partindo dela é sempre assim. Não espere o óbvio em nada que Patrícia Magano ponha a mão. Nem no seu trabalho, nem no seu ambiente doméstico. Com mestrado no Cleveland Institute of Arts (EUA), Patrícia é reconhecida como um dos grandes talentos da arte contemporânea com seu estilo figurativo- expressionista. É, além de tudo, uma grande retratista. Sua casa, onde funciona também seu ateliê, fica numa das ruas mais nobres do Jardim Europa e não é difícil perceber qual, dentre tantas mansões, é a casa da artista. Sem muros ou grades, a construção dos anos 40 é a única inteira pintada de azul. E que azul!

Quando mudou para lá, há 17 anos, Patrícia fez poucas modificações. Uma delas transformou a garagem e o quarto do motorista no estúdio, onde ela passa a maior parte do tempo durante o dia. Um dos pontos altos do casarão é o pátio nos fundos que ela tratou de deixar do seu jeito. Pintou um grande mural reproduzindo uma foto da Grécia, pendurou luminárias e porta-velas e vários pratos com desenhos seus. É ali que ela recebe os amigos em jantares e festas iluminadas por dezenas de velas. Patrícia adora candelabros, castiçais, pratarias. Por isso quis dar à sala de jantar um clima meio "czar" moderno. Tingiu as paredes de um amarelo vivo com desenhos de uma árvore e, além das pratas, usa um centro de mesa de porcelana pintado por ela com ouro líquido derretido a 700 graus. Em ocasiões especiais, a peça é usada para servir os docinhos da sobremesa, delicadamente dispostos nos pratos da pirâmide. Um luxo!

A casa também conta muito da sua história de colecionadora, de seu próprio acervo e de amigos ou pessoas importantes na sua vida, como os trabalhos de Wesley Duke Lee, de quem foi namorada, e de Maria Magano, sua filha, pintora como ela.

Além das obras - telas, cerâmicas, criações diversas -, ela acumula objetos, muitos deles frutos de escambo com outros artistas ou moeda de troca por quadros seus. Foi o caso de um belíssimo baú indiano que pertenceu à família de um cônsul, desses que eram usados para guardar os enxovais das noivas indianas. "Ele quis um quadro meu e não tinha dinheiro para pagar, daí olhei para o baú, na cozinha da casa dele, e disse, então eu troco...", conta Patrícia no maior bom humor.

Com apenas cinco exposições no currículo (ela sempre preferiu ser autônoma), Patrícia prepara a sexta de sua carreira. Será em São Paulo assim que a última peça estiver pronta.

O tema? Por enquanto é segredo. Mas, a julgar pela última, há sete anos, quando ela retratou 40 socialites paulistanas do jeito que vieram ao mundo, Patrícia, de novo, dará o que falar.

 

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