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Encontro com os presidenciáveis: José Serra, candidato do PSDB
A união de trabalho entre o setor privado e o governo, além da criação de parques tecnológicos para a moda foram temas discutidos durante a conversa com o candidato à Presidência, em São Paulo


Fotos: Priscila Vilariño / FFW
José Serra, durante conversa com Paulo Borges, em São Paulo

PB: Inovação é sempre uma palavra ligada à transformação e, essa industria criativa, a da moda, gera risco. Quem financiaria esse risco que é inerente à inovação da moda?
JS: Teríamos que aproveitar três modalidades de crédito: tem um bem pequeno que é o Banco do Povo com empréstimo de até R$ 5 mil. Tem outro crédito de mais vocação para chegar aos produtores de certo porte que é o dos bancos estaduais de desenvolvimento, como a Nossa Caixa de Desenvolvimento, em São Paulo, que cria linhas de apoio à economia verde e a toda produção que, de alguma maneira, não castiga o meio ambiente, que possa ter tecnologia poupadora de gás efeito-estufa. E o terceiro crédito seria criar no BNDES, que é fundo subsidiado, e no Banco do Nordeste, que é fundo público, linhas em parceria com o setor e com o Ministério que cuida de políticas industriais. Não sei se há, mas temos muitos parques tecnológicos e poderíamos criar um do design de moda. Não custa caro, o setor e o governo costumam colocar dinheiro nesses projetos. Seria um marco não apenas em São Paulo mas em outros Estados também.

PB: A próxima década vai consolidar um espaço adotado pela moda a partir de uma identidade que incorpore essa diversidade sociocultural e ambiental como uma marca registrada do país. De que forma podemos materializar esse objetivo?
A moda em seu governo.

JS: Não tem uma fórmula secreta para se fazer isso ou um grande achado. Tem que trabalhar conjuntamente e o poder público reconhecer esse setor da moda como importante para o Brasil. Não da boca para fora e sim em relação a toda política industrial, econômica e de inovação. Os eventos de moda têm papel crucial porque difundem as criações e as tornam um produto até certo ponto coletivo. Isso precisa acontecer com a moda no Brasil.

PB: Como podemos trabalhar juntos (moda e governo)?
JS: A gente precisa se livrar desse complexo Carmem Miranda e passar a comemorar as grandes coisas daqui. Na área das artes quando você tem um festival nos Estados Unidos e algum brasileiro ganha um prêmio esse assunto ocupa lugar por todo canto. Mas, às vezes, os prêmios dados aqui dentro não têm a mesma valorização, o chamado complexo Carmem. O que não falta aqui é criatividade e originalidade. Tem que ter um governo aberto para isso, que não seja dominado por esse complexo. E ser capaz de traduzir isso com política concreta seja as tradicionais ou novas para que o setor possa decolar. Moda é uma das áreas que tenho mais esperança no Brasil. Que a gente seja capaz de ter uma posição de liderança. Não para ganhar corrida mas para criar emprego aqui, dar qualidade de vida para as pessoas.

 

 

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