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Cassetadas fora de campo
Ausentes da cobertura da Copa da África, os humoristas Claudio Manoel, Hélio de La Peña e Reinaldo, integrantes do Casseta & Planeta, fazem críticas a Dunga, comentam a falta que sentem de Bussunda e lembram a obsessão do amigo pelo futebol

Gustavo Autran fotos Oreste Locatel / Ag.IstoÉ

Reinaldo, Hélio de La Peña e Claudio Manoel na produtora dos Cassetas, em Ipanema, Rio de Janeiro

A Copa do Mundo da África do Sul está trazendo novos desafios para a turma do Casseta e Planeta, Urgente!. Esta é a primeira vez que o grupo cobre o evento desfalcado de um dos seus maiores craques, o humorista Bussunda, que morreu durante o Mundial de 2006, na Alemanha, depois de sofrer um ataque cardíaco. Além disso, a equipe, que acompanha os jogos da Copa desde 1994, por enquanto abriu mão de viajar para o país-sede do campeonato e está acompanhando as partidas do Rio de Janeiro mesmo. Tudo por conta da relação complicada dos cassetas com o técnico Dunga, que vem promovendo treinos secretos para blindar os jogadores do assédio da imprensa e dos humoristas. "O ambiente é hostil para a mídia de uma maneira geral, já que o acesso aos jogadores ficou praticamente limitado às coletivas. Com tantas restrições impostas à cobertura, avaliamos que não valeria a pena embarcar, apesar de termos o credenciamento da Fifa. Faltou clima", explica Claudio Manoel.

Claudio, Reinaldo e Hélio de La Peña conversaram com Gente por uma hora, na casa onde funciona a produtora dos Cassetas, em Ipanema, zona sul carioca. É lá que toda a equipe de criação se reúne religiosamente, de quarta a sexta, para escrever o roteiro do programa que vai ao ar nas noites de terça. O papo descontraído sobre futebol e Copa do Mundo rapidamente trouxe à tona recordações do parceiro Bussunda, conhecido por ser um grande fã do esporte - e flamenguista fanático. "Impossível não lembrar dele num momento como esse, de comoção nacional pelos jogos. Essa conexão será sempre automática", diz Reinaldo.

Um desses momentos inesquecíveis aconteceu pouco antes da morte do humorista, durante o embate entre Brasil e Croácia. "Tinha um torcedor croata exaltado, que ficava nos provocando sem parar. Quando o Kaká meteu o gol, o Bussunda gritou: 'Sérvia!' O camarada ficou louco, quase partiu pra cima da gente, porque os dois países eram inimigos e tinham guerreado. Mas acabou que não deu em nada e rimos muito da história", recorda Claudio.

''Nós que convivemos com o Bussunda por tanto tempo sabemos que ele ainda está muito presente. A sala em que trabalhávamos juntos continua a mesma. Nossas lembranças são diárias'', diz Hélio de La Peña

Para o trio, a ausência do colega ainda pode ser sentida no campo profissional e, especialmente, no dia a dia de cada um. "Nós que convivemos com o Bussunda por tanto tempo sabemos que ele ainda está muito presente. A sala em que trabalhávamos juntos continua a mesma. Nossas lembranças são diárias", conta Hélio. Mais do que um cronista esportivo, Bussunda ficou conhecido por cultivar uma verdadeira obsessão por futebol. "O cara era uma enciclopédia ambulante. Ele guardava um monte de caixas em casa, com fichas em que anotava informações sobre todos os jogos a que assistia. Como se não bastasse, ele ainda dava nota para as atuações dos atletas que entrassem em campo", conta Claudio, o primeiro do grupo a conhecer Bussunda, em 1975.

Para compensar a distância dos atletas durante a Copa, os cassetas vão correr para o abraço da torcida nas gravações do programa. Uma das locações escolhidas foi a arena instalada na Praia de Copacabana, preparada para receber 20 mil pessoas. No repertório de piadas não vai faltar referências às irritantes vuvuzelas nem, é claro, saudáveis provocações ao polêmico treinador da Seleção, que ostenta a fama de turrão. "Eu sempre faço o papel do técnico no programa, porque sou o que menos entende de futebol do grupo", brinca Reinaldo, que encarna a versão humorística de Dunga.

Saindo dos seus personagens, os integrantes do programa não escondem a indignação com a postura do técnico de isolar os jogadores e de evitar a todo custo o contato com a imprensa. "O Robinho foi repreendido por ter dado uma entrevista exclusiva ao Jornal Nacional. Vê se pode, isso é coisa de colégio de freiras", reclama Hélio. Mas as críticas não comprometem a torcida do trio para que o Brasil fature o hexacampeonato. "No bolão que participei não tive coragem de botar a Seleção perdendo. Até porque não dá para torcer contra, né?", diz Hélio.

''Eu sempre faço o papel do técnico no programa, porque sou o que menos entende de futebol do grupo" Reinaldo

 



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