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SPFW 2010
"Penso em voltar para o Brasil"
Radicada nos EUA, Shirley Mallmann, uma das principais tops dos anos 90, desfila em São Paulo depois de cinco anos de ausência e, mãe de dois meninos, cogita regressar ao País para aproximar os filhos da língua portuguesa

Luciane Angelo Fotos Cleiby trevisan/Ag.istoÉ

Shirley no escritório da agência de modelos Way, no domingo 13, em São Paulo

A ESTRELA PRINCIPAL era a tcheca Eva Herzigova, mas quem roubou a cena na passarela da grife Adriana Degreas, no SPFW, foi mesmo uma brasileira: Shirley Mallmann. Aos 33 anos, a top voltou a desfilar no Brasil depois de cinco anos de ausência e mostrou que está mais linda do que nunca. Além da apresentação de beachwear, ela apareceu exuberante para a Colcci e também de calça e camisa no desfile masculino de Alexandre Herchcovitch. Supermãe e supermodel, Shirley mora com os dois filhos e o marido norte-americano em Nova York, mas vem visitar a família no Rio Grande do Sul ao menos três vezes por ano. Em conversa com gente, a top, que teve seu corpo como inspiração para o frasco do primeiro perfume de Jean Paul Gaultier, lembra como sua carreira começou, fala sobre as diferenças entre as modelos dos anos 90 e as de hoje, e conta como é se dividir entre a família e as passarelas.

O começo

A maioria das modelos passa por certas dificuldades na escola quando o assunto é beleza: altas e magras, não costumam fazer sucesso com o meninos. Para Shirley não foi diferente. "Me achava um horror na escola. Nem namorado eu tinha. Não era a bonitona da sala.

A opinião do outro afeta muito como a gente se vê, principalmente na adolescência." E por ser amiga de Maristela, a rainha da escola, e sua companheira de trabalho numa fábrica de sapatos em Santa Clara do Sul (RS), ela foi como acompanhante num curso de modelos em Lajeado, cidade vizinha. Durante as aulas, Shirley, aos 17 anos, conheceu Chico Gonçalves, profissional da moda, que imediatamente a ajudou a conseguir alguns trabalhos como modelo. E Maristela? "Não sei. A gente perdeu o contato. Mas é uma pessoa bem querida. Nos encontramos no shopping, mas não virou modelo. Ela era um mulherão, e eu falava: 'Nunca vou ser assim'."

Mudança para os EUA

Do interior do Rio Grande do Sul, Shirley foi para Porto Alegre e, em seguida, para São Paulo, onde ficou somente três meses. Foi durante uma campanha para a Forum que o diretor de arte Giovanni Bianco a apresentou para a alemã Ellen von Unwerth, fotógrafa e também diretora de arte poderosa na moda. Logo a gaúcha embarcava para sua primeira viagem internacional rumo a Nova York. "Eu virei a 'menina Ellen', porque ela me indicou para a Vogue América uma semana depois de nos conhecermos. Fui pra lá e nunca mais voltei."

Anos 90 e agora

"Antigamente, só uma beleza era valorizada por vez. Hoje em dia o mercado se abriu e todas têm chance. Essa diversidade é muito bacana. Eu peguei a última era das supermodels. Depois veio a época das magrelas, todo mundo com cara de morta, olhos pretos e então a exuberância das brasileiras, seguida pelo exotismo das russas. Agora você as vê todas juntas num único backstage. É fantástico."

Beleza

"A maquiagem sempre ajuda. Ainda mais para nós, modelos, que sabemos muitos truques de beleza. Fora isso, cuido muito da pele, do corpo e procuro me alimentar bem, não comer besteira. É o meu trabalho, a minha vida", diz a modelo. E ser mãe também ajuda a queimar calorias. "Às 6h, o Axil, de 8 anos, já acorda chamando 'Mammy!'. Às 7h, o caçula bate a porta de vidro querendo ir para a piscina. E assim vai o dia inteiro. Essa maratona de ser mãe também ajuda a manter o corpo." Além da correria com os filhos, Shirley faz musculação e pilates com uma personal trainer desde que teve Ziggy, há dois anos.

''Antigamente, só uma beleza era valorizada por vez. Hoje em dia, o mercado se abriu e todas têm chance''
Shirley, sobre as modelos

Supermodel e supermãe

Cada vez mais as tops conseguem conciliar a vida pessoal com o trabalho. Ser mãe não é sinônimo de aposentadoria. Exemplos como Gisele Bündchen, Alessandra Ambrósio e a própria Shirley mostram que o mercado mudou e nada impede essas mulheres de continuar suas carreiras. Mas este quadro não era assim tão amigável anos atrás. "Ter filhos nas décadas de 80 e 90 era um tabu para as modelos. Me lembro quando engravidei, em 2001. Era o auge da minha carreira e foi um drama. Mas eu tinha 24 anos, era independente financeiramente, tinha um namorado que hoje é meu marido. Se me deu medo? Claro que sim, porque não sabia o que ia acontecer depois, mas o mercado se ajustou. Eles viram que nós voltamos ao mesmo corpo e ainda mais lindas, com aquele brilho que só mãe tem. Depois de cinco anos tive meu segundo filho e os clientes já esperavam minha volta."

Ze Takahas Hi/Ag. Fotosite
A top no backstage de Adriana Degreas, e em ação na passarela do SPFW

Família e Brasil

Casada há oito anos com o cabeleireiro Zaiya Latt, Shirley tenta manter a rotina mais normal possível. Como viajam muito a trabalho, os dois combinam de somente um ficar fora de casa por vez e no máximo por três dias. "Não queremos que as crianças passem a noite com uma pessoa estranha", explica. "Outro dia o Axil me disse: 'Mammy, você trabalha demais. Eu quero que você trabalhe 80% menos.' Ele está aprendendo porcentagem (risos)". E, embora os meninos tenham nascido e sempre morado nos EUA, Shirley faz questão de mostrar a eles as raízes brasileiras e os traz para o País ao menos três vezes ao ano. "Durante este tempo faço eles interagirem com as crianças e vizinhos. Vão a parques e praticam o Português. É importantíssimo eles terem a nossa cultura porque sou brasileira, tenho orgulho do nosso jeito de ser, da nossa personalidade. Estamos pensando em vir morar no Brasil para eles frequentarem uma escola aqui e aprenderem a ler e escrever em português."

 



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