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Estilo Casa
Para ficar Odara
O apartamento paulistano do editor de moda Paulo Martinez é o retrato perfeito do olhar de esteta e do seu estilo hippie-chique

Silviane Neno / Fotos Marcelo Navarro/Ag.IstoÉ

Acima, Paulo em seu universo de adaptações: mesa pink feita sob encomenda por Marton. A luminária japonesa foi presente de GRAÇA BORGES e as placas redondas eram sinalizadores da edição passada do São Paulo Fashion Week. Ao lado, o cogumelo, parte do cenário de um desfile, e o sapato de palhaço comprado numa loja na galeria OURO FINO, em São Paulo

QUANDO SOUBE QUE FOTOGRAFARIA um ensaio em Manaus tendo como cenário o estonteante Teatro Municipal, o editor de moda Paulo Martinez não teve dúvidas: começou a pesquisar óperas, especialmente a dramática Madame Butterfly, de Giacomo Puccini. Para imprimir o seu acento, inventou um personagem índio e uma história de amor entre ele e a mítica personagem. O resultado foi uma das reportagens mais bacanas produzidas pela Mag!, a revista de Paulo Borges, o criador do São Paulo Fashion Week, da qual Martinez é editor há três anos. A história serve para contar o quanto de verdade ele imprime em tudo o que faz.

Formado em artes plásticas pela Faculdade de Belas Artes há 28 anos, Martinez é uma das cabeças mais inteligentes da moda brasileira. O currículo inclui períodos de trabalho nas revistas Claudia, Elle, Vinte, Vogue, além da saudosa Fiorucci e uma longa temporada ao lado de Regina Guerreiro. Foi com ela que aprendeu que as melhores inspirações são encontradas em livros de arte, fotografia e arquitetura, e não nas revistas da "última moda". Parte dessa premissa está exposta em dezenas de prateleiras da estante do seu apartamento no bairro de Pinheiros, em São Paulo. O dono da biblioteca não consegue calcular quantos livros tem, mas é capaz de cometer loucuras cada vez que decide aumentar a coleção. "Já deixei de pagar o condomínio, para comprar um livro caro", diz, sem nenhum sinal de culpa.

Além de turbinar seu repertório, as centenas de livros e revistas enchem de charme cada canto do apartamento. O espaço, de 120 metros quadrados num prédio antiguinho e silencioso, representou a conquista da casa própria há dois anos, mas mais do que isso é a fotografia perfeita da personalidade e das escolhas de um universo muito particular. Martinez consegue criar novos papéis para objetos que olhos mais conservadores tratariam de despejar no lixo mais próximo. Quantas pessoas você conhece que colocariam um cogumelo gigante no meio da sala? Pois ele pôs. O objeto, digamos assim, fez parte de um desfile da grife Vide Bula. Martinez achou simpático e levou para casa. Assim como um cavalo de carrossel e duas bandeiras de uma apresentação de Alexandre Herchcovitch, de quem é muito amigo. Os amigos, aliás, se encarregam de ampliar o acervo extravagante do décor. As sereias são os presentes mais frequentes. A casa está cheia delas, de todos os tamanhos e materiais. Outro dia uma amiga "causou" quando chegou trazendo um soldado de um metro e meio. É ele quem faz sentinela na porta do banheiro.

 

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