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Os verdadeiros heróis da guitarra
A convite de Gente, o apresentador do Multishow Edgard Piccoli comenta o show do AEROSMITH, em São Paulo, e diz por que a banda ainda é a mais relevante do hard rock

Edgard Piccoli, especial para Gente

 

Foto: M. Rossi / Divulgação
O guitarrista Joe Perry com Steven Tyler, a quem ele chama de “maior vocalista do rock”


Foto: André Benites / Divulgação
Piccoli classiica o show como “memorável”

 

UMA ESPÉCIE DE TRANSPORTE no tempo estava prestes a acontecer naquela noite do sábado 29. Por mais duvidosa que pudesse parecer a ideia de se locomover até um estádio de futebol para assistir à apresentação de uma banda recém-saída de uma crise entre seus integrantes, com seu vocalista em recuperação depois de temporadas em clínicas de reabilitação, que não lança nada novo há alguns pares de anos e que muito provavelmente repetiria a maioria das músicas apresentadas na última passagem por aqui, mesmo assim, estranhamente algo parecia conspirar a favor. A começar pelo esplendor da lua que iluminava o céu e nos colocava à sorte de seus feitiços. Já no carro que me levaria até o show, uma rádio pegava carona na euforia dos fãs e desfilava alguns dos maiores sucessos dessa banda que seguiu à risca a trilha e a cartilha do rock. Abusos variados na tríade sexo, drogas e rock’ n’ roll, brigas, extravagâncias da fama e fortuna geradas ao mesmo tempo pela relação de amor e ódio e pela incontestável química entre seus principais integrantes. Ao nos aproximarmos, uma aglomeração me fez pedir ao motorista que pegasse um atalho. Com alguma dificuldade, finalmente chegamos ao portão de entrada. Paguei o táxi e segui apressado em meio ao corre-corre por uma escadaria que me levaria até a frente do palco já ouvindo os primeiros acordes de “Eat the Rich”, misturados aos gritos e uivos vindos da plateia. Nesse instante, a senha “Are You Ready?”, proferida por uma das bocas mais famosas do rock, descortinava uma sequência de hits com a ainda mais relevante banda de hard rock, na acepção mais pura do gênero, em atividade. A essa altura já me encontrava em meio à multidão, hipnotizado por uma figura que é um misto de índio americano sob indumentária hippie com um ser andrógino em movimentos lascivos. Pela quinta ou sexta música, numa mágica transmutação, o peito de Steven Tyler se mostra completamente vermelho devido à irrigação sanguínea desencadeada pelos esforços vocais. Natural, para que os agudos, graves, drives, sussurros e falsetes estejam todos intactos – e estão. A máquina torácica tem que trabalhar com giro alto. E ele não deixa dúvidas sobre a condição de sua voz que, do alto de seus sessenta e poucos anos, ainda o credencia como o maior vocalista de rock do mundo. Título conferido por seu parceiro, Joe “Fucking” Perry, nas palavras do próprio Tyler.

 

 

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