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Teatro
Mistura de verso e vida

Aina Pinto / Bela Megale / Daniel Schenker Wajnberg

Fotos: Vicente de Mello
Paulo José e a filha Ana Kutner protagonizam uma conversa-duelo

Um Navio no Espaço conta a história da poeta Ana Cristina César

QUANDO O PÚBLICO ENTRA na sala onde será apresentada Um Navio no Espaço ou Ana Cristina César, encontra Paulo José no canto do palco, falando de uma peça biográfica sobre a poeta Ana Cristina César (1952 –1983). Funciona como se uma parede se abrisse aos olhos da plateia e se pudesse ver alguém, em um quarto qualquer, de um lugar qualquer, pensando sobre aquilo. E diante dele, surge a biografada (interpretada por Ana Kutner), como se ele também pudesse conversar com alguém em outra dimensão.

Com boa parte do texto baseada nos escritos de Ana C., a peça vai desde a infância prodígio até o suicídio, mas foge do perigo de se tornar um sarau. Também não é uma biografia laudatória. A personagem, explosiva e irritadinha, não está na torre de marfim. O cenário simples e organizado, com projeções de imagens e texto (que, ao contrário do que se costuma ver, funcionam bem e totalmente integradas à cena), está um caos ao fim do espetáculo. Na conversa-duelo da poeta e seu interlocutor, ela não esclarece, mas confunde, misturando verso e vida. E isso é mais revelador do que uma biografia tradicional. (14 anos)

Sesc Santana – av. Luiz Dumont Villares, 579, São Paulo,
tel: (11) 2971-8700. Até 6/6.

 

Reflexões sobre a comunicação

Fotos: Vicente de Mello
Marina Vianna e Mariana Lima são médica e paciente

 

Máquina de Abraçar fala sobre necessidades afetivas por meio de uma sessão de psicoterapia de uma personagem autista


UMA CAIXA CÊNICA é o espaço onde se passam os 80 inquietantes minutos de A Máquina de Abraçar, escrita pelo espanhol José Sanchis Sinisterra, com direção de Malu Galli. Em dois palcos, a psicoterapeuta Miriam (Marina Vianna) apresenta em um congresso médico a superação da “paciente e amiga” autista Íris (Mariana Lima).

A situação é inspirada na história verídica de Temple Grandin, que superou a dificuldade de comunicação, tornando-se PhD em biologia. Uma invenção de Temple dá nome à peça, a máquina de abraçar criada para suprir suas necessidades afetivas. A asfixia provocada pelo toque do outro é substituída pelo abraço mecânico com intensidade controlável.


Miriam busca o reconhecimento profissional expondo a paciente, que não se rende aos desejos da analista e direciona a sessão por um caminho diferente. Em uma atuação comovente, Mariana imprime no andar descompassado, no olhar indefinido e nos devaneios as barreiras que ainda aprisionam Íris. (16 anos)

SESC POMPEIA – r. Clélia, 93. São Paulo,
tel: (11) 3871-7700. Até 6/6

 

 

 

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