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Casa
Acasa do Zé Simão é uma graça
Pela primeira vez, o irreverente jornalista abre sua nova casa em São Paulo e mostra onde produz seus textos divertidíssimos, capazes de tirar do sério até o presidente da República

Silviane Neno / fotos Marcelo Navarro/Ag. IstoÉ



Ao lado, o quadro de Bin Laden, presente de Pinky Wainer. À direita, o Paul Smith de Simão e, ao fundo, a paisagem de Arembepe em frente a sua casa de fim de semana, na Bahia

Depois de malhado, quase felino, o macaco volta ao computador para escrever seu artigo diário publicado no jornal de terça a domingo. A essa altura do dia, mais de 270 novos e-mails já baixaram na tela do Mac branquinho. Chega de um tudo: de queixas de consumidor a sugestões de piadas que não passam pelo crivo de Zé Simão. ”Sei o que o Brasil está falando e sobre o que querem ouvir”, diz. “Escrevo por instinto, sou como o vulcão da Islândia, de repente começo a cuspir.” E dá-lhe toneladas de lavas de irreverência, capazes de incomodar até o presidente da República.

O ambiente ao redor, ali onde ele cria, ri e faz rir, é tranquilo e inspirador. O escritório fica no piso superior da cobertura de 400 metros quadrados para onde ele mudou há dois anos e meio. Ao redor, muitos livros de arte, CDs e móveis de design, além da gostosa rede branca na varanda. A mais recente extravagância foi a aquisição de uma chaise assinada por Oscar Niemeyer. Quando a cadeira chegou, duro foi achar um lugar para ela, pelo status do objeto e pelo tamanho. A peça foi alçada à área da piscina, mas Simão reconhece que “a cadeira é boa para se olhar e dura para sentar e levantar.” Há certas coisas, porém que já nasceram tão bonitas que qualquer qualidade a mais é redundante. O exemplo vale para os móveis de Niemeyer. A sala principal fica no piso inferior. O décor tem uma forte pegada pop, a cara do dono da casa. Muitas das peças e fotografias foram compradas na Loja Do Bispo, da amiga Pinky Wainer, a quem Simão delega carta branca para pitacos em geral. Foi ela quem sugeriu, por exemplo, que o sofá fosse colocado bem no meio da sala. E por que não? Veio de Pinky também um dos presentes mais originais, xodó de Simão: um quadrinho com a figura de Bin Laden em... ponto cruz!

No canto da área externa da cobertura, a chaise de Niemeyer faz duo com a mesinha Saarinen. O sofá de couro recebeu almofadas de oncinha para quebrar a austeridade

Outra raridade é uma foto ampliada, feita pelo cineasta Ivan Cardoso para a capa de um livro de Wally Salomão, em que aparecem o poeta baiano, uma moça e Simão, irreconhecível num look totalmente 70’s. A foto foi presente de Paulo Borges que a encontrou por acaso nos arquivos de um estúdio fotográfico. Esse perfume pop, nitidamente legítimo, permeia todos os ambientes, da área social à copa onde há uma foto de um “coquetel molotov do PCC”. São ousadias permitidas somente a quem reconhece poesia e humor nas entrelinhas.

Zé Simão é sofisticado nas suas escolhas e rigoroso com a disciplina pessoal. Não dirige, quando sai de casa, vai no banco de trás do Ford Fusion conduzido por um motorista. Abstêmio, lembra ter bebido pela última vez um copinho de cerveja e só. Foi durante um Carnaval (certamente não o do blockbuster). Por isso, costuma dizer que é péssima companhia para sair à noite. Se não bebe e não dirige, também não vai levar ninguém pra casa. “Rarará. É mole? É mole mas sobe.”

 

 

 

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