- Anuncie
- Assine

 
 
 
Cinema // Home
 
- Edição Atual
- Anteriores
 
- Imagens
- Frases
- Urgente
- Moda
- Estilo
- Fernanda Barbosa
- Paulo Borges
- Agito
- Aconteceu
- Celebridade
- Reportagens
 
- Cinema
- Música
- Livros
- Teatro
- Gastronomia
- Televisão
 

Atualize-se com a
IstoÉ Gente!




- Fale Conosco
- Expediente
- Anuncie
- Assine
- Loja 3
 

 


Elas por elas
A diretora Sandra Werneck e a jornalista Eliane Trindade conhecem de perto a história de meninas que se prostituem para sobreviver. Essa realidade pode ser conferida em Sonhos Roubados, filme de Sandra baseado em livro de Eliane

Marina Monzillo

Quando se aproxima tanto dessas meninas, não dá vontade de ajudá-las?
Sandra Se eu pudesse, adotava todas. mas acho que a gente ajuda dessa maneira, eliane fazendo o livro, eu fazendo o filme. ainda tenho relação com as garotas com quem eu fiz o documentário. e sei que a Eliane tem com as dela.
Eliane não apresentei o projeto para as meninas como se fosse a redenção delas. O livro não teria essa capacidade. elas precisam de carinho, afeto, dignidade, saúde e educação. É muito triste saber que elas continuam sem perspectiva. das seis meninas, só uma tem uma vida um pouco mais estruturada. Hoje ela tem uma profissão, é merendeira. Pegou a parte que lhe cabia dos direitos do livro, comprou um carrinho de cachorro quente. a natasha, por exemplo, que inspirou o papel da jéssica, foi colocada em um curso de informática. e o que ela falou sobre isso resume tudo para mim: "esse tal de Windows é bem legal, mas meu negócio é sexo, crochê e bicicleta". ela mal sabia escrever, como ia fazer um curso de informática?

Você mantém contato com as seis ainda?
Eliane Infelizmente, não, porque duas estão desaparecidas. Uma fugiu com o namorado, em um esquema meio louco, e a gente não sabe o que aconteceu com ela. a outra é a natasha. Foi a garota que eu mais me afeiçoei. meu último contato foi há dois anos, quando ela teve um segundo filho. Fui visitá-la no hospital e 15 dias depois ela perdeu essa criança porque não foi assistida durante o parto. Ontem, na pré-estreia, soube que não foi mesmo localizada. Tinha a esperança de que ela ainda pudesse ver o filme. Uma das pessoas mais emocionadas na exibição era a assistente social que a atendia.

E como é o seu contato com as meninas do documentário, Sandra?
Sandra Das quatro, só uma não teve filho de novo e conseguiu um emprego na C&A. Quando acabei o filme, fiquei muito ligada a elas. então, as chamei e disse: "Vamos combinar uma coisa? eu dou uma mesada para vocês se voltarem para a escola e não tiverem outro filho por um ano". Nenhuma quis.
Eliane Nenhuma das meninas do livro viu o filme ainda. estamos programando levar o dVd e fazer uma sessão na comunidade delas. Porque algumas estão muito longe, são do norte, nordeste. Foi muito legal quando contei que ia virar filme. Para a auto estima delas foi fantástico.
Sandra Auto estima é a saída...
Eliane Elas se sentiram valorizadas. alguém se interessar pela vida delas foi algo novo. eu me encontrei pessoalmente com quatro delas depois do livro. Costumam me mandar fotos. Virei uma espécie de madrinha. mas muita proximidade é complicado. Uma delas, a menina da festa de 15 anos, começou a fantasiar que ia mudar para S ão Paulo. A cidade virou o Eldorado dela, porque eu morava aqui.

Como foi a escolha das três atrizes?
Sandra Fiz questão que fossem atrizes desconhecidas do grande público, porque deu veracidade.
Eliane Visitei as filmagens durante a cena do baile funk e levei um susto quando vi a Nanda (Costa). ela tem a alma da natasha. É impressionante. elas se parecem fisicamente, inclusive. e a sandra não tinha visto fotos, não queria se influenciar.



PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2 | 3


Copyright © 2009 - Editora Três Ltda. - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
ContentStuff Media Solutions | Gestão de Conteúdo | CMS