- Anuncie
- Assine

 
 
 
Estilo // Home
 
- Edição Atual
- Anteriores
 
- Imagens
- Frases
- Urgente
- Moda
- Estilo
- Fernanda Barbosa
- Paulo Borges
- Agito
- Aconteceu
- Celebridade
- Reportagens
 
- Cinema
- Música
- Livros
- Teatro
- Gastronomia
- Televisão
 

Atualize-se com a
IstoÉ Gente!




- Fale Conosco
- Expediente
- Anuncie
- Assine
- Loja 3
 

 


casa
O apartamento do artista
Com janelas abertas para a avenida Paulista, a casa do artista plástico Macaparana é uma impactante galeria particular, fruto da curadoria afetiva de um mestre

Silviane Neno / fotos Marcelo Navarro/Ag. IstoÉ


 

No alto, a sala de jantar tem mesa comprada em brechó e cadeiras americanas dos anos 40. No aparador de caviúna, vários objetos de diversos autores e desenhos de Volpi, Albers e Macaparana. Acima, a coleção de artesanato indígena no fundo do corredor. Na foto maior, mais obras e a simplicidade do barco de arte popular. Cadeira giratória THONET

 

Apaixonado por achados de brechós, Macaparana juntou ao acervo um interessante mobiliário recolhido aqui e acolá nas suas muitas andanças pela cidade. O fato de estar ali, do ladinho da Paulista, não quer dizer, no entanto, que ele aproveite a vista debruçado na janela. “Nem lembro a última vez que olhei”, diz. “Chego em casa e sigo para o quarto”. Na verdade,o grande barato de Macaparana, além de produzir sem parar, é a música. “O que mais me fascina é como o tempo depura o ouvido, não vivo sem música.” Muito da influência da música no seu trabalho está traduzida no livro Formas Cortadas, Vídeo-Sequencias, cujo conteúdo traz recortes de filmagens realizadas durante a produção de diversos de seus trabalhos em seu ateliê paulistano.

Num sopro filosófico, Macaparana compara música a artes plásticas, “porque ambas precisam apenas ser percebidas, e não explicadas.” Ele conta que um dia estava trabalhando e ouvindo Rinaldo, ópera de Handel, quando foi interrompido por um operário que trabalhava na obra ao lado. Achou que ele viesse reclamar da música e o homem, na sua simplicidade, queria apenas saber que maravilha era aquela. “Fiquei emocionado”, lembra.

Além da música, das obras de amigos, há ainda distribuída no apartamento uma valiosa coleção de artesanato brasileiro, africano, indígena e da época pré-colombiana, xodó do dono da casa. Mas, a rigor, Macaparana dá a todas as obras a mesma importância e a distribuição é muito mais intuitiva e emocional do que estética. “Tenho pelo prazer de ter, não pelo valor da peça, mas pela história que ela representa para mim”, diz. O estilo low profile se estende muito além do estilo de vida ou da maneira de lidar com os objetos. Há poucos meses, durante uma exposição na Espanha, o Rei Juan Carlos se encantou por um trabalho de Macaparana. Ele gentilmente cedeu a obra, muito mais feliz pela bagagem que voltaria mais leve do que pela vaidade de saber que agora faz parte do acervo da realeza espanhola.

 

 

<< Anterior | 1 | 2 | 3 | Próxima >>



Copyright © 2009 - Editora Três Ltda. - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
ContentStuff Media Solutions | Gestão de Conteúdo | CMS