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Existe uma antiga canção muito cultuada em Florianópolis, o "Rancho de Amor à ilha", cuja letra até as crianças conhecem de cor: "Um pedacinho de terra perdido no mar. Um pedacinho de terra beleza sem par (...) tua lagoa formosa, lugar onde a lua vaidosa, vem se espelhar...". Para saber do que se trata, e sentir o que sentem os "manezinhos", como são conhecidos os cidadãos da capital de Santa Catarina, só mesmo navegando até lá. foi numa viagem às profundezas da terra onde nasceu que o publicitário Wilfredo Gomes vislumbrou uma velha propriedade no alto de uma encosta na lagoa da Conceição, um dos lugares mais bonitos da ilha.
Era uma típica casa de influência açoriana cercada por extensa vegetação e por pedras gigantes, como se a natureza as tivesse plantado ali como adorno. de resto, só o céu, a água e alguns poucos vizinhos distantes. fechou negócio e partiu para uma reforma que durou dois anos. O projeto foi tocado com 100% de mão de obra local. Nesse tempo, materiais de construção e acabamento chegavam como é possível, de barco, e subiam até a construção em lombo de burros. foram centenas de sobe-e-desce até a casinha se transformar numa charmosa construção com todo o conforto e requinte em seus pequenos detalhes. Wilfredo cuidou, no entanto, que a casa não perdesse as suas características originais e deixou que o décor se encarregasse de fazer o casamento entre o luxo e a simplicidade. Sig Bergamin fez o primeiro projeto; mais recentemente os designers de interiores dado Comini e Augusto Perez, terminaram de "vestir a casa".
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No estar, as janelas abertas descortinam a Paisagem e fechadas (ao lado) mostram a pintura Naif feita por um artista local. em cima do aparador com as garrafas, um Cusquenho. A toalha de mesa é de Batik e os tecidos dos sofás e almofadas da linha Renaux View, de SIG Bergamin. À esq., Wilfredo em ação na cozinha |
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