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O mesmo e eletrizante AC/DC
Na sexta-feira 27, a banda australiana se apresentou no Estádio do Morumbi, em São Paulo, para 70 mil pessoas. Nesta terceira visita do grupo ao Brasil, roqueiros de todas as idades vibraram com os irmãos Young e seus companheiros

Beto Lee, especial para Gente

Fotos Cleiby Trevisan/ Ag. Istoé

Angus sempre Young

Aos 54, e sem os poderosos cabelos, o guitarrista tem a mesma energia de garoto hiperativo

Gisele Vitória

Os cabelos esvoaçantes não são mais os mesmos, mas ele ainda balança a cabeça freneticamente, sem medo dos torcicolos da meia idade. A energia de garoto elétrico e hiperativo permanece e, aos 54 anos, o australiano Angus parece eternamente Young. Da memória de 24 anos atrás – quando o AC/DC tocou no Rock in Rio, em janeiro de 1985, e eu tinha 16 –, a cena mais nítida é a daquele sujeito lindinho com uniforme escolar que corria de um lado para o outro como um bicho carpinteiro. Ele se dependurava no teto do palco, surgia lá em cima perto dos holofotes, tirava a camisa, abaixava a calça curta e conseguia tirar um som espetacular da guitarra.

De volta a 2009, ao som do blues “The Jack”, Angus vai se despindo do mesmíssimo paletó, da gravata, desabotoa a camisa. O suor que divide com 70 mil pessoas no Estádio do Morumbi, na sexta-feira 27, depois do pé d’água, transforma seus cabelos poderosos em fiapos molhados, incrivelmente ralos acima da testa. Mas ele não se abala. A silhueta já nem tão perfeita ensaia um rebolado divertido, e o guitarrista defendese tão sexy aos 54 quanto aos 30.Com sua bermudinha, tênis pretos e meias brancas, faz caras e bocas, mostra a cueca colorida, atravessa com Brian Johnson uma passarela que invade a pista e é erguido num minipalco. O público delira.

O show no Morumbi foi emocionante, glorioso. Mas eis o melhor de tudo: a energia imutável de Angus Young faz você se sentir com 16 anos de novo. Mesmo que seu filho adolescente esteja bem ao lado, empunhando guitarras imaginárias e fazendo os chifrinhos de heavy metal com as mãos levantadas. Os ingressos disputadíssimos valeram cada centavo. Porque essa sensação não tem preço.

 

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