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O mesmo e eletrizante AC/DC
Na sexta-feira 27, a banda australiana se apresentou no Estádio do Morumbi, em São Paulo, para 70 mil pessoas. Nesta terceira visita do grupo ao Brasil, roqueiros de todas as idades vibraram com os irmãos Young e seus companheiros

Beto Lee, especial para Gente

Fotos Cleiby Trevisan/ Ag. Istoé
Angus Young e Brian Johnson no palco no Morumbi: rock sem frescuras

Sou fã absoluto de AC/DC. É uma das poucas bandas que têm a imutabilidade como virtude, e assim como certas bebidas, não perdem seu valor com o passar do tempo. Mais uma vez, tive esta certeza na noite da sexta-feira 27, quando a banda australiana tocou para 70 mil pessoas no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Com quase 40 anos de estrada, o AC/DC nunca fez questão de compor balada “mela-cueca”, usar elementos eletrônicos como loops e samples, ou aplicar percussão, piano, coral de igreja, DJ ou orquestra sinfônica nos arranjos. O máximo de criatividade que tiveram foi gravar uma gaita de fole no clássico “It’s A Long Way To The Top”, e o traje escolar que virou uma das marcas registradas de Angus Young. That’s it. Nada de cuspir sangue ou comer a cabeça de um morcego. Vamos concentrar no que realmente interessa que é tocar rock sem frescuras, direto ao ponto. O palco deles é cheio de dispositivos e iluminação de primeira, e se você eliminar estes enfeites, não perde em qualidade, pois a banda toca com firmeza e isso é o que importa no final das contas. Play loud and rock hard!

Para todo e qualquer guitarrista, profissional ou amador, não existe nada melhor do que um riff. Chuck Berry, Keith Richards, Jimi Hendrix, Ace Frehley, Eddie Van Halen, Jimmy Page, George Harrison, Jeff Beck, Eric Clapton e Slash são alguns dos mestres que criaram frases memoráveis que fazem parte do alfabeto de qualquer guitarrista de rock ou blues. Na minha humilde opinião, o cara mais bad to the bone dos riffs é, sem dúvida, o endiabrado Angus Young. Se Chuck Berry tomasse anabolizante, ele soaria como Angus. O timbre é um dos mais bem definidos que já ouvi. Outra qualidade dos irmãos Angus e Malcoln Young é extrair um som de amplificador onde a distorção é mínima, mas o suficiente para levantar você da cadeira. É o famoso lema: menos é mais. Esse lema também é aplicado nas composições. As melodias mais simples são as mais difíceis de tocar. No dia que consegui, pela primeira vez, executar “Back in Black” do começo ao fim, sem errar uma nota, tive uma sensação incrível. Foi um orgasmo elétrico. Foi como encontrar o Santo Graal do rock.

AC/DC é uma banda sem o glamour de tantas outras que admiro, como Rolling Stones, The Sweet ou Kiss. A impressão que tenho é de que eles nunca ligaram para isso, e esta é a mandinga dessa trupe. O som é alto, cru, batendo direto no peito, golpeando a boca do estômago. Basta ouvir “Highway To Hell”, “Powerage” e “Dirty Deeds Done Dirt Cheap” para deixar os primeiros acordes fazerem com que você balance a cabeça ou anote o tempo com o pé. Guitarras, baixo, bateria e vocal fazem o serviço completo e não falta substância. Para que mexer se o time está ganhando?

Beto Lee, 32 anos, é músico, apresentador do canal Multishow e filho dos roqueiros Rita Lee e Roberto de Carvalho

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