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Na onda da Simonalmania
Wilson Simoninha e Max de Castro deixam de lado suas carreiras para dar conta do legado musical do pai deles, Wilson Simonal, resgatado após documentário. E trabalho é o que não falta...

Macedo Rodrigues

Fotos Daniela Dacorso/Ag. IstoÉ

Donos de carreiras sólidas e bem planejadas na história recente da MPB, os irmãos cantores, instrumentistas, produtores e arranjadores Wilson Simoninha e Max de Castro puxaram o freio este ano e adiaram todos os seus projetos individuais até o início de 2011. Isso porque são eles os responsáveis por gerir o legado do pai, o cantor Wilson Simonal, ressuscitado recentemente após o documentário Simonal: Ninguém Sabe o Duro que Dei. No filme, os diretores Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal questionam a condenação social imposta a Simonal, por ele, supostamente, ter sido informante do governo militar durante a ditadura novs anos 70.

“Acho que havia um grande amor ao Simonal represado porque estamos em meio a uma Simonalmania. Não param de surgir projetos sobre ele e o jeito foi pararmos com tudo para que as coisas tenham a cara do Simonal e fujam do oportunismo”, diz Simoninha. Ao lado do irmão, ele está lançando este mês o CD e o DVD O Baile do Simonal, gravação de um show que eles produziram com uma constelação de convidados no dia 11 de agosto, do calibre de Caetano Veloso, Marcelo D2, Seu Jorge, Paralamas do Sucesso, Maria Rita, Ed Motta e Mart’nália, entre outros, cantando o repertório do homenageado. “A gente queria comemorar este ano de coisas tão boas, dessa redescoberta, com um grande baile. Acho que conseguimos”, diz Max. Agora, eles pretendem cair na estrada em 2010, reproduzindo o baile em menor escala, com dois ou três convidados por apresentação. “Mas há muito mais projetos que estamos avaliando. Já surgiu até a ideia de um filme, mas achamos que seria precipitado”, revela Simoninha.

Memória viva

A dupla acompanhou os relançamentos de duas caixas com CDs do pai e a publicação da biografia A Vida e o Veneno de Wilson Simonal, escrita pelo jornalista Ricardo Alexandre. “O autor não toma partido, mas define a questão, porque faz uma pesquisa muito detalhada, inclusive entrevistando todos os algozes do Simonal que ainda existem, muitas vezes encontrando uma série de inconsistências. A ponto de ter gente que admite ter acusado Simonal apenas porque todo mundo acusava”, diz Simoninha.
Os irmãos admitem que vêm saboreando cada segundo desse momento de resgate, tanto como filhos, quanto como admiradores. “Agora o público está descobrindo o que a gente, da família, sempre soube”, lembra Max.



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