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"Não tenho medo de fazer personagens gays"
Na primeira exibição no Brasil de Eu Te Amo, Phillip Morris,Rodrigo Santoro fala sobre interpretar, pela segunda vez, um homossexual e o beijo polêmico com Jim Carrey

Bela Megale

celson akin/ag.news

Como se preparou para viver Jimmy?
No Brasil, fiz uma minipreparação com o Sergio Penna num processo de apenas um dia em que fizemos uma história. Nos Estados Unidos, fiquei uma semana em Miami passando os textos e me preparando com a equipe. Também mergulhei na minha adolescência ouvindo músicas dos anos 80. Outra coisa que fiz foi um regime bem severo, pois tive que perder muito peso para viver o personagem. Os diretores são apaixonados por gastronomia e vinhos, mas eu estava nessa dieta brava.

Quando e como foi seu primeiro contato com Jim Carrey?
Foi uma semana antes do início das gravações, em Miami. Fizemos algumas leituras do roteiro.

Como era o clima nos bastidores?
O personagem mescla drama e comédia, então essa imagem do Jim Carrey como ator cômico ficou na tela para mim. A experiência que tive com ele foi mais dramática e o Jim estava muito focado. O clima foi de concentração e seriedade, pois a parte mais cômica do filme ele faz sozinho. Mas é um ator muito criativo e chegamos a improvisar algumas vezes.

mário miranda/divulgacão

De que maneira você foi recebido por ele?
Ele foi muito amigável e generoso. Estava tranquilo e se mostrou aberto, apesar de ser uma grande estrela. Foi um ótimo companheiro de trabalho, preocupado com o que você pensa e com o que tem a dizer.

Quantas vezes já assistiu ao filme?
Vi uma vez no Festival de Sundance e foi emocionante. Saí com uma sensação muito boa e isso é difícil porque sempre fica aquele sentimento de que falta algo, já que filmamos 20 horas para usarmos uma hora e meia. É difícil se desprender dessa análise, mas estou aprendendo.

A imprensa internacional afirmou que cenas mais quentes do filme foram cortadas. Isso ocorreu?
Cortaram um beijo entre meu personagem e o do Jim Carrey, mas os diretores me ligaram para explicar que a cena ficou tão boa que acabaria roubando a atenção da trama centralizada na relação do protagonista com Phillip Morris, interpretado pelo Ewan McGregor. Mas eles disseram que estará nos extras do DVD.

É a segunda vez que você vive um homossexual no cinema. Como você vê as causas ligadas a grupos GTBL?
Para mim isso não é uma causa, apesar de ainda ser um tabu no mundo todo. É espantoso que em um universo cheio de aberrações e chocante como o de hoje, essa questão ainda seja encarada com preconceito. Já ouvi falar de atores que não fazem papel gay por terem medo de ficar rotulados. Eu não senti que estava repetindo uma experiência e para mim é o mais importante. Não tenho medo de fazer personagens gays.

Você passou a ser mais assediado por gays depois de fazer estes papéis?
Não. O assédio aumenta por outras razões, como exposição e evidência ou o envolvimento em algum escândalo.

Como encara a experiência de filmar no Exterior?
Está sendo bom passar um tempo vivendo dessa maneira, pois além do trabalho tenho minha vida pessoal também, e isso é muito importante para mim. Continuo com projetos no Brasil e vontade de trabalhar aqui, mas adoro essa aventura de trabalhar lá fora.

Quais são seus próximos projetos?
Será no Brasil, um filme chamado Heleno sobre um jogador de futebol dos anos 40, chamado Heleno de Freitas. Ele está captado e devemos rodar no primeiro semestre de 2010. Vai ser dirigido pelo José Henrique Fonseca.

 

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