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AVENTURA Sobra beleza e falta emoção na história de Besouro, figura lendária do Recôncavo Baiano
NO INÍCIO DO SÉCULO 20, um jovem capoeirista fez história na região do Recôncavo Baiano por lutar contra a opressão aos negros, que persistia após a abolição da escravatura. Seu nome era Manoel Henrique Pereira e suas proezas o transformaram no lendário Besouro. O diretor de publicidade João Daniel Tikhomiroff pensou grande quando decidiu estrear como cineasta com essa fábula de amor e aventura. Chamou ninguém menos que o coordenador de artes marciais responsável pelas fantásticas lutas de O Tigre e o Dragão. Mas se a fotografia e os efeitos - com direito à técnica chinesa dos cabos - são caprichados, a narrativa e as atuações são estéreis. O enredo transita entre a realidade e a fantasia enquanto Besouro vira superherói com a ajuda dos orixás. O fazendeiro e o capataz não assustam como vilões, e o triângulo amoroso que poderia tornar um amigo de infância seu antagonista também não convence. Essa apatia emocional é fruto da inexperiência, tanto do elenco amador quanto do diretor, que tem de aprender que, em cinema, belas imagens não bastam.
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