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Dama de ferro
Homenageada do Prêmio Moda Brasil 2009, Regina Guerreiro fala sobre a criação de um dos maiores mitos da moda brasileira: ela mesma

ricardo giraldez/ ag. istoé
"Sempre gostei de criar histórias nos ensaios. A gente não está aqui para reproduzir a realidade. Estamos aqui para sonhar a realidade", define Regina

PB O mito terminou depois que você saiu da Vogue?
RG
Acho que foi em 1987 que o Luis Carta se mudou para a Espanha, para fundar a Vogue por lá. Ao mesmo tempo, eu estava passando por problemas pessoais muito graves - havia perdido a minha mãe e também encarava uma separação litigiosa. O plano Collor também me deixou completamente sem dinheiro.

Não tinha como seguir adiante, estava muito deprimida, precisava de novos desafios, de novos ares. Então, decidi abrir uma consultoria de moda, para produzir desfiles, catálogos, etc. Num desses eventos, um diretor da Abril estava presente. Acho que ele ficou muito admirado com a minha competência, e me convidou para ser editora de moda da Elle. Então, o mito nunca acabou, ele só mudou de endereço!

PB O que você acha que ajudou a construir esse mito?
RG
Ah, as pessoas exageram muito. Diziam que eu trancava meus funcionários na sala, com a chave mesmo, e não deixava ninguém ir embora antes do trabalho ser finalizado. Falavam que eu fazia as pessoas sofrerem em nome da moda, que eu era desumana.

Tem também o lado das críticas, eu sempre fui muito sincera no que digo sobre os desfiles. Quando gosto, falo. Quando não gosto, também falo. Eu sempre fui muito brincalhona, e as pessoas não têm jogo de cintura. Tudo o que eu fazia virava manchete exagerada. A maior parte do mito é folclore. Mas é assim com todos os mitos, né?

PB Você se lembra de algum episódio que foi muito marcante no seu trabalho com moda?
RG
Todos os meus trabalhos em editoriais de moda foram muito marcantes. Sempre gostei de criar histórias nos ensaios: um casamento, um divórcio, uma mulher solitária no Copacabana Palace, que leva bolo e acaba transando com o camareiro. O que eu maquiei de peixe na minha vida! Comprava o peixe na feira e desenhava as escamas, uma por uma, com paetês.

Também pintei muita grama de verde, com tinta guache mesmo. A gente não está aqui para reproduzir a realidade. Estamos aqui para sonhar a realidade. Eu adorava fazer isso! Ficou famoso o caso da morte do pato durante uma sessão de fotos com o J.R. Duran. A moda era azul, o cenário era azul, a maquiagem era azul. E o pato era branco. Então, naturalmente, pintei o bicho de azul. Com spray. Ele acabou morrendo e eu quase fui presa. Mas, antes de morrer, o pato deu uma estrebuchada e o Duran clicou. Aquela foi a grande foto!

PB O que você espera do futuro?
RG
Tudo.

vicente grecco/ folha imagem claudio pugliesi/ ag.

 

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