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| À esq. André e Bruno na varanda da casa na Gávea para onde a dupla se mudou há sete meses. Ao lado, o living reproduziu um dos ambientes do Chopin, com móveis e objetos do antigo apartamento. Acima, a vegetação, vista de qualquer ângulo do casarão |
A notícia soou como uma bomba na sociedade carioca. Durante dias não se falou em outra coisa. Das mesas do Cipriani, às rodinhas do Country e às colunas sociais, o assunto era Bruno Chateaubriand e André Ramos. O boato era que a dupla estava de mala (muitas, Louis Vuitton) e cuia, prontas para deixar o mítico Edifício Chopin, no coração da avenida Atlântica do Rio olímpico. Era verdade.
Depois de 11 anos no endereço que virou sinônimo de festa em muitos de seus andares, a dupla estava de partida do décimo pavimento, na coluna um (detalhe importantíssimo, pois significa estar de frente para o mar) rumo a uma confortável casa na Gávea. "O Chopin perdeu muito sua identidade, muito de sua tradição familiar", justifica Bruno. E tradição é algo que eles fazem questão de cultuar, quase como religião.
As festas promovidas pelos dois costumam provocar intenso frenesi meses antes do réveillon e já produziram muitas histórias. Certa vez, André e Bruno resolveram encher o armário do lavabo de bolinhas de gude para pregar uma peça em quem resolvesse bisbilhotar o que havia dentro. O problema é que o xereta de plantão foi justamente um convidado com o qual eles tinham pouca intimidade. As bolinhas rolaram pelo chão do lavabo e foi uma saia-justa. "Ele se justificou dizendo que já encontrou a porta do armário aberta", lembra Bruno às gargalhadas.
Sete meses depois da repercutida mudança para a Gávea, eles revelam que fecharam as portas do Chopin sem olhar para trás. "Fomos felizes ali, dançamos muito naquele mármore e nos olhamos muito naqueles espelhos, mas viramos a página", diz Bruno. E a vista para o mar e a piscina do Copa? "Aqui é o nosso Copacabana Palace", aponta Bruno para a piscina do palacete da Gávea com vista para o verde.
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