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O ator, que é protagonista de Cama de Gato, diz que já pensou em deixar a profissão
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Há tempos Marcos Palmeira não se empolgava tanto com um papel na tevê. Ao ler a sinopse de Cama de Gato, ele se encantou pelo personagem Gustavo e, de quebra, está sendo comandado pela mulher, Amora Mautner, diretora-geral da nova novela das seis da Globo.
De que modo Amora o convenceu a fazer Cama de Gato?
Ela foi esperta, sutil. Chegou em casa e falou: olha que sinopse interessante. Comecei a ler e disse: "interessantíssimo! Uma história dessa não aparece para eu fazer." Mas falei brincando, e ela contou que o Ricardo Waddington (diretor de núcleo da novela) havia mandado a sinopse para mim. Me apaixonei de cara pelo conceito. Acho que o meu personagem tem história, conteúdo.
Como é seu personagem?
Ele tem o pavio curto. É um cara mau-humorado. Existem vários "Gustavos" por aí. Na Globo, então, tem muitos.
Já pensou em deixar a profissão de ator?
Já pensei, sim. Apresento na TV Cultura um programa que adoro, o Auê, sobre os índios do Brasil. Mas amo o que faço e sinto que isso ainda é mais forte, senão essa sinopse não me pegava de jeito.
E como é trabalhar com Amora?
É ótimo. Ela é uma grande diretora. Tem uma preocupação com a estética muito grande, é detalhista e os atores gostam de trabalhar com ela. Conversamos bastante em casa. Dou muito palpite.
Luciana Azevedo