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Eli Roth e Brad Pitt em cena do filme sobre soldados judeus que perseguem nazistas
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FÃ CONFESSO DO WESTERN SPAGHETTI de Sergio Leone, Quentin Tarantino abre Bastados Inglórios com um duelo - não de armas, mas de palavras disparadas com vigor e agilidade. O diretor de Pulp Fiction sempre foi mestre em escrever diálogos e aqui ele se supera.
A paisagem campestre também não é do Velho Oeste e sim da França ocupada durante a Segunda Guerra. A tensão entre o nazista interpretado pelo esplêndido Christoph Waltz e um fazendeiro suspeito de abrigar judeus é tangível, por vezes insuportável. Uma cena espetacular. A ela somam-se outras, na medida em que esse maléfico personagem costura a trama.
Brad Pitt é o líder dos Bastardos do título, um grupo de soldados judeus americanos que ganha fama por escalpelar nazistas. Um oficial britânico ex-crítico de cinema e uma grande estrela alemã, que virou agente dupla, colaboram com a trupe. A estratégia para pôr fim ao Terceiro Reich envolve a pré-estreia do novo filme-propaganda de Joseph Goebbels, que reunirá a nata da Gestapo e o próprio Hitler.
Eles não sabem, porém, que a dona da sala de exibição é uma judia que sobreviveu ao massacre de sua família e tem um plano pessoal de vingança para a ocasião. Tudo converge para esse evento, em que o cineasta exalta o poder da sétima arte e reescreve a História com um inusitado final para a guerra.
(Classificação Indicativa: a conferir) Suzana Uchôa Itiberê