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LÍDICE no amplo salão com vista para o mar. Espaço sempre aberto aos amigos. As salas de estar comportam confortáveis sofás da marca italiana Minotti. Telas de Ianelli e Burle Marx ajudam a compor o cenário. A sala de jantar tem mesa da Ethel e telas de Tomie Ohtake e Amélia Toledo
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A DESIGNER DE JOIAS Lídice Caldas adora receber convidados em seu amplo apartamento em São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro. Vinda de uma prole numerosa - é a caçula de 12 irmãos -, ela tomou gosto por estar sempre cercada pela família e dos amigos.
"O meu marido diz que nossa casa parece uma rodoviária de tão movimentada", diverte-se ela, que mora com Eduardo Jorge, seu companheiro por 32 anos, e com o filho, Eduardo Jorge Filho. O jeito família de Lídice aparece em cada canto do apartamento, que tem vista para o mar.
Lídice recebe a todos com informalidade, fazendo com que qualquer pessoa se sinta em casa. "Aqui é permitido andar descalço, rir alto... Costumo tomar café da manhã com os empregados. Para mim não tem essa de diferença", diz. Já no hall de entrada percebe-se a preocupação da moradora com os seus convidados.
"Gosto de iluminar bem os ambientes para as pessoas não se sentirem sozinhas", explica a designer, que criou um ambiente clean pintando as paredes de branco e pendurou apenas um quadro onde se vê um cocar com penas vermelhas, que foi confeccionado por ela. Apesar de o projeto ter sido criado pelos arquitetos Ricardo Vilar e Antônio Violante, todo o décor foi feito pela dona da casa, que gosta de imprimir um toque pessoal em tudo o que faz.
Para dar mais "vida" aos ambientes, Lídice dispõe arranjos florais, feitos por ela mesma, em pontos estratégicos. Uma vez por semana, vai a um mercado popular para comprar rosas e orquídeas frescas que são colocadas em vasos comprados em viagens ou antiquários. Lídice, aliás, é uma grande entusiasta da garimpagem e gosta de encontrar acessórios diferentes e que tenham funcionalidade.
Recentemente, ela adquiriu em um leilão uma eletrola de 1920 que ainda toca. "Só compro algo quando sei que vou usar", conta. As obras de arte têm a função de alegrar. Não raro, ela costuma trocar de parede as várias telas de Galleno, Burle Marx, Tomie Ohtake e Ianelli para mudar os ares da casa. Lídice gosta de descobrir novos artistas e, quando se encanta com alguma coisa, é capaz de correr atrás até conseguir obtê-la.
Atualmente anda fascinada pelo trabalho do pintor Hebert Mendes, que descobriu através de uma amiga em Parada de Lucas, no subúrbio do Rio de Janeiro, cuja tela em preto e branco ganhou destaque na sala de estar. Tudo no confortável apartamento é funcional, mas é também para ser visto. Os móveis da casa foram feitos por uma marcenaria, mas teve o toque e aprovação de Lídice, que pretende criar em breve peças de mobiliário com imagens do Cristo Redentor.
A designer só deixa escondidas as coleções de gatos numerados do artista plástico brasiliense Omar Franco, a minicoleção de óculos de sol e algumas joias esculpidas especialmente por, e para ela como o "Ovo de Fabergé", todo em ouro e esmeraldas. "São os pequenos luxos a que me reservo", diz a artista, que sonha mesmo em realizar um projeto de intervenções urbanas, que visa revitalizar pontos turísticos pouco explorados e abandonados do Rio de Janeiro
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