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Andréa Beltrão interpreta a professora que tenta tirar o filho da prisão
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COMO FILMES ANTERIORES de Sergio Rezende, Salve Geral parte de um fato histórico: os ataques de uma facção criminosa que pararam São Paulo, em maio de 2006. Mas o filme, indicado para concorrer a uma vaga ao Oscar, é ficção a partir do ponto de vista de Lúcia (Andréa Beltrão), uma professora de piano que tenta tirar o filho (Lee Thalor) da prisão.
O filme tem muito de Zuzu Angel, o último do diretor, porque volta sua atenção para uma mãe que faz o impossível pelo filho. A dor é constante, mas secundária. Em primeiro plano, está a força. E, embora em épocas diferentes, há em comum o mal-estar provocado pela ausência de socorro. Em Salve Geral, há justiça lenta, corrupção policial, sistema carcerário deficiente.
O que não significa que bandidos sejam heróis. Eles reclamam das condições penitenciárias, mas aterrorizam e matam. No roteiro, há doses de didatismo incômodo, superadas pela montagem rápida e a direção entre o popular e o provocador. Os personagens andam no limite da correção e da corrupção.
Lee, Kiko Mascarenhas (o delegado) e Eucir de Souza (Chico) são ótimos. Denise Weinberg (Ruiva), usando afetação, e Andréa, na economia de gestos, protagonizam excelentes duelos, não entre a advogada "porta de cadeia" e a ingênua professora, mas entre mulheres que sabem o que querem e que, na intenção do certo, valem-se do errado.
(Classificação Indicativa: a conferir) Aina Pinto