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Stella Miranda vive a Pequena Notável pela segunda vez nos palcos
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Você está revisitando Carmen Miranda em nova parceria com Miguel Falabella depois de interpretar a cantora em South American Way. Como surgiu o novo projeto e qual é o seu diferencial?
Devido ao centenário de Carmen Miranda, o Sesc me convidou para homenageá-la.Eu chamei Miguel, mas optamos por uma proposta bem diferente da de South American Way, que era uma produção gigantesca. Decidimos priorizar a visão particular que tenho de Carmen. Falo em primeira pessoa.
O professor Jacques Lecoq já havia sugerido que fizesse Carmen, não?
Sim. Fui a primeira atriz latino-americana a fazer o curso de Lecoq no final dos anos 70. Ficamos amigos e, num determinado momento, ele chamou a atenção para o fato de que tenho o mesmo sobrenome de Carmen. Disse que significa estrela para ser mirada e que eu a interpretaria bastante bem.
Como criou a dramaturgia do espetáculo? E qual foi o critério empregado na seleção das músicas?
Conto pedaços mínimos da história de Carmen. Há texto, mas não propriamente uma dramaturgia. Incluí músicas raras, nada conhecidas, e voltei a investir numa parceria com Tim Rescala, com quem venho desenvolvendo grande afinidade ao longo dos anos. (Livre) Daniel Schenker Wajnberg
Sesc Ginástico - av. Graça Aranha, 187, Rio, tel. (21) 2279-4027. Até 13/12.