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Ser abandonada por Aristóteles Onassis foi o maior dissabor de Callas
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A VIDA DE MARIA CALLAS (1923 - 1977) renderia ópera de enredo tão trágico quanto o das encenadas pela soprano de origem grega nos palcos a partir dos anos 40. Com base em correspondências e documentos alardeados como inéditos, o jornalista Alfonso Signorini reconta as glórias e tormentos da diva da ópera em biografia de tom romanceado.
O título, Orgulhosa Demais, Frágil Demais (Record, 304 págs., R$ 39,90), já traduz o estilo folhetinesco da narrativa, que vai virar filme (Penélope Cruz está cotada para encarnar Callas na tela). A trama alcança seu ápice dramático quando a cantora é abandonada por seu amante, Aristóteles Onassis (1906 - 1975), quando o magnata preferiu se casar com Jacqueline Kennedy (1929 - 1994).
O abandono de Onassis - a quem Callas continuou ligada até o fim da vida do milionário - foi talvez o maior dissabor que enfrentou, mas estava longe de ser o primeiro. O autor mostra como a exploração de Callas por sua mãe, ainda na Grécia, seria apenas o primeiro capítulo de uma saga de decepções e brigas.
Mesmo no auge vocal, vivido na Europa nos anos 50, Callas se desentendia com seus colegas e diretores por conta de seu temperamento forte. Signorini tem o mérito de não julgar a protagonista de sua história. Apenas relata, com boa dose de romance, os fatos principais da vida agitada e contraditória da diva. Mauro Ferreira
Li e gostei Sabrina Sato
"Estou lendo e amando Comer, Rezar e Amar, da Elizabeth Gilbert. É impressionante a força dessa mulher, que passa por tantas experiências e viagens. Uma lição de vida" (Objetiva, 344 págs., R$ 42,90)
Sabrina Sato é apresentadora do Pânico na TV!