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Ator encarna um amante profissional que seduz a personagem de Anne Heche
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OS ANOS 70 TIVERAM WARREN BEATTY em Shampoo. Nos 80, Richard Gere destilou charme em Gigolô Americano. E nos 90, Rob Schneider fez humor com a profissão em Gigolô por Acidente. O amante profissional do novo milênio tem voltagem erótica mais alta que os antecessores, além do corpo esculpido de Ashton Kutcher.
O marido de Demi Moore surgiu como o abobado Kelso da série That '70s Show e se firmou em comédias pastelão como Cara, Cadê Meu Carro? e românticas, como Recém-Casados. Em Jogando com Prazer, o ator investe no drama. E faz bonito. Seu personagem é um Don Juan de Hollywood. A última conquista é uma advogada carente (Anne Heche) que paga os favores sexuais com casa, comida e roupa lavada.
Maravilha, até ele se apaixonar por uma jovem que nada mais é que sua versão feminina. As cenas de sexo são ousadas, pena que o enredo não acompanhe o pique. A trama apela ao clichê do feitiço que se vira contra o feiticeiro, e o diretor David Mackenzie perde a chance de lançar um olhar incisivo sobre a cobiça na cidade dos sonhos.
(16 anos) Suzana Uchôa Itiberê